DOMINGOS NETO, Manuel

Manuel Domingos Neto nasceu em Fortaleza (CE), no dia 5 de dezembro de 1949, filho de Pedro de Castro Pereira e de Florice Raposo Pereira.

Diplomado em história pela Faculdade de Filosofia do Ceará (1971), já lecionava mesmo enquanto estudante em estabelecimentos de ensino secundário e cursos de pré-vestibular em Fortaleza. Em 1974 ingressou no curso de pós-graduação da Universidade de Paris e em 1975 no curso de licenciatura em história, concluindo-os em 1976.

De volta ao Brasil coordenou o levantamento de fontes no Piauí, para a história da agricultura do Norte-Nordeste (1977-1978), pesquisa patrocinada pela Fundação Getúlio Vargas e pelo Ministério da Agricultura. Trabalhou ainda como pesquisador do Cepro – Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí, em Teresina, e do Centro de Estudos Históricos da Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro.

Em 1981 lecionou o curso ‘Os militares e a política no Brasil’, organizado pela Associação dos Sociólogos do Ceará, em Fortaleza , e no ano seguinte o curso ‘Realidade Sócio-Econômica do Piauí’, da Universidade Federal do Piauí e da Secretaria Estadual de Saúde. De 1982 a 1983 foi professor do curso ‘Planejamento do Desenvolvimento Rural no Piauí’, patrocinado pela Secretaria de Planejamento; consultor do grupo de trabalho interministerial encarregado da elaboração do projeto Nordeste; e criador e coordenador do núcleo de História Oral do Cepro.

Em novembro de 1986 concorreu na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) a uma vaga de deputado federal, obtendo a primeira suplência. Transferindo-se em 1988 para o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), em 5 de janeiro de 1989 assumiu a vaga de Heráclito Fortes, eleito para a prefeitura de Teresina. Titular das comissões de Agricultura e Política Rural e de Indústria e Comércio, integrou também a Comissão Mista de Orçamento.

No pleito de outubro de 1990 voltou a concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas apesar da expressiva votação (22.914 votos) não conseguiu se eleger devido ao fato do PC do B não ter alcançado o quociente eleitoral exigido pela lei. Ao término da legislatura, em janeiro de 1991, tornou-se professor de teoria política no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Ceará.

Nas eleições de outubro de 1998 tentou eleger-se deputado estadual, mais uma vez sem êxito.

Publicou vários artigos e ensaios sobre os problemas sociais do Piauí.

Casado com Maria Elisabete Duarte Silvestre, teve três filhas.