DOMINGUES, Mário
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Mário Domingues da Silva nasceu em Amaraji (PE) no dia 17 de janeiro de 1885, filho de José Domingues da Silva e de Davina Araújo Domingues da Silva. Seu irmão José Domingues da Sila foi interventor em Pernambuco em 1946.
Estudou no Colégio Santa Cruz e no Ginásio Pernambucano, na capital do estado, antes de ingressar na Faculdade de Direito de Recife, pela qual se bacharelou em dezembro de 1907.
Ingressou na política logo após formar-se, e em 1911 participou da campanha pela eleição do general Emídio Dantas Barreto para o governo de Pernambuco. Proprietário de engenhos em Amaraji e em Ribeirão (PE), elegeu-se duas vezes prefeito de Amaraji, em 1912 e em 1918. Durante sua permanência no cargo, presidiu o Conselho Municipal e promoveu a construção do Paço Municipal, de uma ponte sobre o rio Amaraji e de diversas estradas de rodagem.
Em 1918, elegeu-se também deputado à Câmara Estadual de Pernambuco, reelegendo-se em 1922. Participou da campanha da Reação Republicana, apoiando a candidatura derrotada de Nilo Peçanha à presidência da República em 1922, e nesse mesmo ano, na qualidade de presidente da Câmara estadual, assumiu interinamente o governo de Pernambuco devido à morte do governador do estado, José Bezerra. Ocupou o cargo por 40 dias, num período crítico para a política local e de ampla repercussão no plano nacional: a intervenção do governo federal na sucessão pernambucana, com uso de forças do Exército, gerou nos meios militares intensos protestos, que conduziram ao Levante de 5 de Julho de 1922.
Além disso, como deputado estadual, foi secretário-geral, primeiro-secretário e membro da Comissão de Finanças da Câmara pernambucana. Elegeu-se depois senador estadual e deputado federal por Pernambuco, deixando o Senado pernambucano, do qual era presidente, para ocupar uma cadeira na Câmara Federal a partir de maio de 1924. Reeleito em 1927, exerceu o mandato de deputado federal até dezembro de 1929.
Participou da campanha da Aliança Liberal, tendo apoiado a Revolução de 1930. Em maio de 1933, elegeu-se deputado à Assembleia Nacional Constituinte na legenda do Partido Social Democrático (PSD) de Pernambuco. Assumiu o mandato em novembro do mesmo ano, participando dos trabalhos que resultaram na Constituição de 1934, e em outubro desse ano elegeu-se deputado federal por Pernambuco, ainda na legenda do PSD do seu estado. Constituinte até abril de 1935, no mês seguinte tornou-se deputado federal. Nesse período, integrou o grupo dissidente, liderado pelo então ministro do Trabalho, Agamenon Magalhães, que se opunha ao interventor - e depois governador - pernambucano Carlos de Lima Cavalcanti. Perdeu seu mandato com o advento do Estado Novo (10/11/1937), que suprimiu todos os órgãos legislativos do país.
Morreu em Recife no dia 20 de julho de 1943.
Era casado com Inês Lima Domingues da Silva.