DOMINGUES, Odulfo

Odulfo Vieira Domingues nasceu em Jacaraci (BA) no dia 20 de junho de 1917, filho de Antônio Domingues e de Carolina Vieira Domingues.

Comerciante e industrial, constituiu sua base política no município baiano de Caetité, onde se elegeu vereador em 1950, prefeito em 1954 e novamente vereador em 1958. No pleito de outubro de 1962, elegeu-se quarto suplente de deputado à Assembleia Legislativa da Bahia na legenda da Aliança Trabalhista, composta pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o Partido Republicano (PR) e o Partido Libertador (PL). Chefe de gabinete da superintendência da Comissão do Vale do São Francisco, no Rio de Janeiro, de 1962 a 1963, assumiu o mandato na Assembleia baiana em 1963.

Entre 1964 e 1966, exerceu a função de diretor comercial da Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba). No pleito de novembro de 1966, elegeu-se deputado federal pela Bahia na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação de apoio ao regime militar vigente no país desde abril de 1964, à qual se filiara após a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a instauração do bipartidarismo. Terminou seu mandato estadual em janeiro de 1967, e no mês seguinte assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados. Nessa legislatura, integrou a Comissão de Minas e Energia, além de ter sido suplente das comissões de Transportes, de Comunicações e Obras Públicas, do Polígono das Secas e da Bacia do São Francisco.

Reeleito em novembro de 1970, a partir de 1971 continuou membro da Comissão de Minas e Energia e suplente da Comissão da Bacia do São Francisco da Câmara. Novamente reeleito em 1974, em 1975 tornou-se vice-presidente da Comissão de Minas e Energia, continuando suplente das comissões de Transportes, do Polígono das Secas e do Vale do São Francisco. Foi ainda primeiro-secretário da mesa da Câmara de 1975 a 1976. Mais uma vez reeleito em novembro de 1978, em 1979 passou a integrar a Comissão de Segurança Nacional da Câmara. Com a extinção bipartidarismo (novembro de 1979) e a reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), partido situacionista que sucedeu à Arena. Encerrou seu mandato em janeiro de 1983.

Faleceu no dia 28 de julho de 1997.

Era casado com Ida de Castro Lacerda Domingues.