DÓRIA, João
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João Agripino de Costa Dória nasceu em Salvador no dia 21 de dezembro de 1919, filho de Nélson da Costa Dória e de Maria Geraldina de Oliveira Dória. Sua mãe pertencia à tradicional família Barbosa de Oliveira, sendo prima de Rui Barbosa.
Iniciou seus estudos em casa, freqüentando em seguida o Ginásio Carneiro Ribeiro de 1930 a 1935. Nesse mesmo ano, tornou-se revisor da Imprensa Oficial do Estado da Bahia e passou a militar no jornalismo local, tendo colaborado com O Imparcial e trabalhado como redator de O Estado da Bahia até 1942. Em 1936, ingressou no curso pré-jurídico do Ginásio da Bahia, deixando a Imprensa Oficial para tornar-se, no ano seguinte, serventuário da Secretaria da Fazenda e Tesouro do estado. Deixou o cargo em 1938, ano em que ingressou na Faculdade de Direito de Salvador e foi nomeado redator-chefe do Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda, além de oficial-de-gabinete do interventor federal na Bahia, Landulfo Alves.
Deixou esses cargos em 1942, transferindo-se para o Rio de Janeiro (então Distrito Federal) com a intenção de completar seu curso de direito na então Universidade do Brasil. Entretanto, interrompeu os estudos no ano seguinte para voltar à atividade jornalística na capital federal. Colaborou na Revista do Brasil, em Vamos Ler e Carioca, além de ter sido um dos fundadores da Folha Carioca. Trabalhou ainda como auxiliar técnico no gabinete do secretário-geral do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), antes de começar a se dedicar à publicidade, tornando-se redator da Standard Propaganda S.A. em 1944. Ascendeu na empresa, sendo nomeado diretor de sua filial em São Paulo em 1945 e, em 1948, diretor-vice-presidente. No ano seguinte, foi delegado da Federação das Indústrias à II Conferência das Classes Produtoras, realizada em Araxá (MG). Em 1951, deixou a Standard Propaganda e assumiu a presidência de empresa por ele mesmo criada, a Dória Associados Propaganda, à frente da qual permaneceria até 1964.
No pleito de outubro de 1962, elegeu-se suplente de deputado federal pela Bahia na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC), ao qual se havia filiado em 1961, assumindo o mandato em junho de 1963. Incorporando-se à Frente Parlamentar Nacionalista, apoiou a campanha do presidente João Goulart em prol das reformas de base e da política independente. Vice-líder do bloco parlamentar dos pequenos partidos na Câmara a partir de setembro de 1963, foi incluído na primeira lista de punições do Ato Institucional nº 1 (9/4/1964), tendo seu mandato cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos no dia 10 de abril de 1964.
Após a cassação, João Dória partiu para o exílio em Paris. Bacharel em psicologia pela Sorbonne, em 1967, fez o mestrado nessa área do conhecimento na Universidade de Sussex, na Inglaterra, concluindo o curso em 1969. Diretor comercial de uma empresa exportadora de vinhos na Argentina, retornou ao Brasil em 1974. Nesse ano, montou a empresa Pro-Service Editora, em sociedade com o ex-deputado federal José Aparecido de Oliveira, e inaugurou no Brasil o Instituto Mind Power, do qual tornou-se presidente. Ficou à frente dessa entidade até dezembro de 1992. Ao longo desses anos ocupou por um período a vice-presidência internacional do Institut for Mind Power Development.
Foi também filiado à Sociedade Brasileira de Estatística, à Associação Paulista de Propaganda e à Associação Brasileira de Imprensa.
João Dória casou-se pela primeira vez com Maria Sílvia Dias Dória, com quem teve dois filhos. Um deles, o jornalista João Dória Júnior, foi secretário de Turismo da Prefeitura de São Paulo entre 1982 e 1984, durante a gestão de Mário Covas, e presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) entre 1985 e 1987, no governo do presidente José Sarney. Viúvo, João Dória contraiu matrimônio com Tânia Pereira Henrique Dória, com quem teve mais dois filhos. Divorciando-se da segunda esposa, casou-se pela terceira vez com Maria Teresa Dória.