DUVIVIER, Eduardo
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Eduardo Duvivier nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 1890, filho de Teodoro Luís Maria Gonzaga Duvivier e de Amália Wagner Duvivier.
Fazendeiro, presidente de uma cooperativa de leite, sócio de firmas construtoras e banqueiro, desenvolveu suas atividades empresariais no estado do Rio de Janeiro.
Interessado pelas questões políticas, publicou em 1933 As diretrizes sociais da futura Constituição, a respeito da carta que seria elaborada pelos deputados eleitos no pleito de maio desse ano. Após a promulgação da Constituição e a eleição do presidente da República (17/7/1934), candidatou-se em outubro de 1934 a deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro na legenda da União Progressista Fluminense. Eleito, ocupou sua cadeira na Câmara em maio de 1935 e filiou-se em abril de 1937 ao recém-criado Partido Social Republicano (PSR), cuja comissão diretora provisória passou a integrar. Em maio seguinte representou o PSR na convenção de lançamento da candidatura de José Américo de Almeida à presidência da República nas eleições previstas para 1938, mas ainda em novembro teve seu mandato interrompido pelo golpe do Estado Novo, que suprimiu os órgãos legislativos do país.
Com o processo de redemocratização iniciado em 1945, elegeu-se em dezembro desse ano deputado à Assembleia Nacional Constituinte pelo estado do Rio de Janeiro na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Assumindo o mandato em fevereiro de 1946, participou dos trabalhos constituintes integrando a subcomissão encarregada do capítulo “Da declaração dos direitos - direitos políticos e garantias”, subordinada à Comissão de Constituição, encarregada por sua vez de redigir o anteprojeto constitucional. Defendeu também os interesses dos pecuaristas e empenhou-se no combate à bancada comunista. Com a promulgação da Constituição (18/9/1946), passou a exercer o mandato ordinário. Durante essa legislatura, participou da Comissão Especial de Pecuária e da Comissão Permanente de Constituição e Justiça da Câmara Federal e, em 1947, quando da cisão do PSD em torno da sucessão fluminense, colocou-se do lado do deputado Acúrcio Torres, contrário à facção liderada por Ernâni Amaral Peixoto. Encerrado o mandato em janeiro de 1951, retirou-se da vida parlamentar, não voltando a concorrer a cargos eletivos.
Faleceu no Rio de Janeiro em 1958.