ELLERY, Simara

Simara Nogueira Ellery nasceu em Recife no dia 12 de janeiro de 1943, filha de Artagnan Nogueira e de Rejane Bezerra Nogueira.

Em 1983, tornou-se presidente da Pestalozzi de Camaçari (BA), permanecendo no cargo até 1985. Nesse ano, filiou-se ao Partido Liberal (PL), sendo delegada da agremiação na cidade. Em 1987, tornou-se sócia-gerente financeira da empresa Aquiban Empreendimentos e Construções, sediada em Salvador. Em 1990, passou a exercer o cargo de diretora administrativa da empresa Programas de Desenvolvimento, Planejamento e Consultoria, também na capital do estado, na qual permaneceria até 1992. No ano seguinte, saiu do PL e ingressou no Partido Social Democrático (PSD), permanecendo nesta legenda até 1993, quando filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

No pleito de outubro de 1994 elegeu-se deputada federal na legenda do PMDB, tendo como reduto eleitoral a cidade de Salvador e o nordeste da Bahia. Assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte, participando dos trabalhos legislativos como titular da Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior.

De acordo com a orientação da bancada governista da Câmara, apoiou as emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995. Manifestou-se a favor da abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, da revisão do conceito de empresa nacional, da quebra do monopólio estatal nas telecomunicações, na exploração do petróleo e na distribuição de gás canalizado pelos governos estaduais. Votou também a favor da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia que o governo gastasse 20% da arrecadação de imposto sem que estas verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação.

Em julho de 1996, votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), imposto de 0,2% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde, em substituição ao Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF).

Manifestou-se a favor da emenda que instituiu a possibilidade de reeleição para os ocupantes de cargos executivos (prefeitos, governadores de estado e presidente da República), votada em fevereiro de 1997. Em novembro do mesmo ano, foi também favorável ao destaque ao projeto de reforma administrativa do governo que instituiu a possibilidade de demissão no serviço público por insuficiência de desempenho ou por excesso de gastos com pessoal.

Em junho de 1998, votou a favor do destaque da reforma da Previdência do governo federal que propunha a adoção do limite de idade mínima nas concessões de aposentadorias do setor privado.

No pleito realizado em outubro seguinte, candidatou-se mais uma vez à Câmara Federal, pelo PMDB baiano, mas não obteve êxito. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1999, ao fim da legislatura.

Em 2004, Simara Ellery candidatou-se à prefeitura de Camaçari (BA), na legenda do PMDB, perdendo para o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Carlos Caetano.

Exerceu também a atividade de professora e foi presidente das voluntárias sociais de Camaçari.

Casou-se com Humberto Henrique Garcia Ellery, com quem teve cinco filhos.