ENGLERT, Gastão

Gastão Englert nasceu em Porto Alegre no dia 2 de março de 1895, filho do professor Luís Englert e de Malvina Issler Englert.

Em sua cidade natal, estudou no Ginásio Anchieta e ingressou no curso de direito da Faculdade de Porto Alegre, porém não chegou a completar sua graduação. Começou a trabalhar como empregado do comércio, instalando-se depois como comerciante, além de ter atuado como advogado provisionado.

No final da década de 1920, presidiu o Banco do Estado do Rio Grande do Sul. Membro do Conselho Administrativo do Estado do Rio Grande do Sul de 1939 a 1945, elegeu-se em dezembro deste ano à Assembleia Nacional Constituinte (ANC) na legenda do Partido Social Democrático (PSD), tendo sido o deputado mais votado de seu estado, com cerca de 52 mil votos. Empossado em fevereiro de 1946, integrou a Comissão de Investigação Econômica e Social da Constituinte. Concentrando sua atuação nos capítulos referentes à ordem econômica e social, foi um ferrenho opositor da redação proposta pelo deputado Agamenon Magalhães, do PSD de Pernambuco. Dizendo-se representante das “classes produtoras”, combateu as iniciativas de regulamentação dos direitos trabalhistas. Defensor da livre empresa e do “poder de criação, de organização e de invenção do indivíduo” em contraposição ao conceito de “justiça social”, foi contrário ao repouso semanal remunerado aos domingos, à participação obrigatória do trabalhador no lucro das empresas, à nacionalização progressiva dos bancos de depósito e das empresas de seguro e capitalização e à permissão para que a União monopolizasse determinados ramos ou setores de atividade. Além disso, propôs a equiparação jurídica do capital externo ao nacional e a supressão do dispositivo que garantia a existência digna a todos através do trabalho.

Em março de 1947, após a promulgação da nova Constituição Federal (setembro de 1946), licenciou-se da Câmara para assumir o cargo de secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, para o qual havia sido convidado pelo governador Válter Jobim. Permaneceu à frente da secretaria até janeiro de 1950, quando retornou à Câmara para completar seu mandato, encerrado em 31 de janeiro de 1951.

Faleceu em Porto Alegre no dia 8 de novembro de 1965.

Era casado com Maria Hildegard Kroeff Englert, com quem teve sete filhos.