ESPELLET, Eddy Sampaio
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Eddi Sampaio Espellet nasceu em Pelotas (RS), no dia 10 de agosto de 1919, filho de Pedro Espellet Filho e de Silvia Sampaio Espellet.
Ingressou na Escola Naval como aspirante em abril de 1936, sendo declarado guarda-marinha em dezembro de 1939. Em janeiro de 1941 recebeu a promoção a segundo-tenente. Encarregado de navegação do navio-hidrográfico Rio Branco, a partir de outubro de 1942, foi promovido a primeiro-tenente em dezembro. Em dezembro de 1943 assumiu a divisão de Comunicações do contratorpedeiro (CT) Marcílio Dias. Promovido a capitão-tenente em novembro de 1944, tornou-se imediato do CT Bocaina em agosto de 1947. Instrutor de instrumentos naúticos e navegação da Escola Naval desde abril de 1948, a partir de julho passou a exercer também as funções de instrutor de Comunicação do curso prévio.
Integrado à tripulação do navio-escola Almirante Saldanha em janeiro de 1951, foi designado em fevereiro de 1952 oficial de gabinete do ministro da Marinha, almirante Renato de Almeida Guillobel, recebendo em março a promoção ao posto de capitão-de-corveta. Delegado da Capitania dos Portos em Porto Alegre, no mês de maio de 1954, recebeu a patente de capitão-de-fragata em setembro de 1955. Instrutor adjunto da divisão de Operações da Escola de Guerra Naval em março de 1958, matriculou-se quatro meses depois no Curso Superior de Comando, e em julho de 1959 assumiu, cumulativamente, o cargo de encarregado da divisão de Organização, sendo nomeado instrutor da Escola do Estado-Maior do Exército e da Escola de Artilharia da Costa, bem como comandante militar da Companhia Nacional de Navegação Costeira.
De julho de 1960 a julho de 1961 fez o curso da Escola de Guerra Naval francesa, iniciando em agosto o cours supérieur interarmées, também em Paris, concluindo-o em dezembro. Comandante do CT Paraná entre janeiro e setembro de 1962, assumiu o cargo de instrutor da Escola Naval em outubro, e em novembro o de encarregado da Divisão de Publicidade e Pesquisa. Em dezembro foi designado chefe do estado-maior da Flotilha de Contratorpedeiros.
Em maio de 1963 passou à chefia do estado-maior da Força de Cruzadores e Contratorpedeiros, e em agosto, ao comando da Unidade de Adestramento Anti-Submarino da Força Tarefa 81 (Instrução de Operação Confidencial). Em outubro assumiu a diretoria do Centro de Informações da Marinha (Cenimar). Em abril de 1964 tornou-se superintendente de ensino da Escola Naval, exercendo interinamente a vice-diretoria daquela instituição de ensino entre maio e julho.
Oficial de gabinete do ministro da Marinha, almirante Paulo Bosísio em fevereiro de 1965, foi nomeado em dezembro comandante do navio-escola Minas Gerais. Em fevereiro de 1967 matriculou-se no Curso Superior de Guerra, concluído em dezembro de 1967. Nomeado chefe da divisão de Planos do Departamento de Pessoal da Marinha apresentou-se ao Estado-Maior das Forças Armadas e em fevereiro de 1968 foi efetivado na vice-diretoria da Escola Naval. Em setembro, promovido a contra-almirante, foi nomeado comandante do Centro de Instrução Almirante Wandenkolk.
Em abril de 1969 tornou-se membro efetivo do Conselho de Promoções de Oficiais e, em dezembro, assistente do comando da Escola Superior de Guerra. Adido naval junto à embaixada do Brasil em Washington e Otawa em dezembro de 1970, desempenhou a funao de delegado do Brasil na Junta Interamericana de Defesa, além de integrar a Comissão Militar Brasil-Estados Unidos.
Promovido a vice-almirante em dezembro de 1971, assumiu a chefia do estado-maior do Comando de Operações Navais em abril de 1973, passando em agosto à diretoria de ensino da Marinha, cargo que exerceu até abril de 1974, quando foi designado comandante-em-chefe da esquadra. Almirante-de-esquadra em novembro, tornou-se diretor-geral do Material da Marinha, e de dezembro a abril do ano seguinte, diretor de Pessoal. Diretor de Navegação em agosto de 1976 e, cumulativamente, a partir de dezembro, comandante de Operações Navais, em julho de 1977 tornou-se membro do Conselho da Ordem de Mérito Naval.
Em abril de 1978 foi nomeado Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), em substituição ao almirante-de-esquadra Guálter Maria Meneses de Magalhães. Em setembro de 1978 assumiu interinamente o cargo de ministro-chefe do EMFA, durante o afastamento de seu titular, José Maria de Andrada Serpa. Em dezembro transferiu-se para a reserva remunerada.
Eleito presidente da Fundação Estudos do Mar em 1983, substituiu o almirante Paulo de Castro Moreira da Silva, falecido no exercício do cargo. Colaborador da Revista Marítima Brasileira a partir de 1988, dedicou-se a esta atividade aproximado dez anos.
Casado com Léa Hameguim Espellet, não teve filhos.