FARIA, Newton Braga de
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Newton Braga de Faria nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 18 de março de 1921, filho de Afonso de Faria e Maria Braga de Faria.
Entrou para a Escola Naval em março de 1940, saindo guarda-marinha em junho de 1944. Promovido a capitão-de-corveta em março de 1954, em março de 1958 foi designado para o posto de encarregado de adestramento de máquinas do comando da flotilha de contratorpedeiros e, em maio, para o posto de imediato do contratorpedeiro Greenhalgh. Em março de 1959, foi promovido a capitão-de-fragata e, a partir de maio, exerceu a função de encarregado da divisão de relações industriais do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. A partir de outubro desse ano, passou a acumular também a função de encarregado da divisão de instrução.
Fez o curso de comando da Escola de Guerra Naval (EGN) durante todo o ano de 1960. Comandante da Escola de Aprendizes de Marinheiro do Ceará em 1961, em março de 1963 tornou-se oficial-de-gabinete do chefe do Estado-Maior da Armada, onde permaneceu até novembro, quando foi para a Diretoria de Pessoal da Marinha. Designado em setembro de 1964 para o Estado-Maior da Armada, lá permaneceu até maio do ano seguinte, quando foi transferido para a Força de Transportes da Marinha, onde ocupou o posto de imediato do navio de transporte Ari Parreira. Em maio de 1966, foi alçado a comandante do contratorpedeiro Paraná. Promovido a capitão-de-mar-e-guerra em agosto desse ano, assumiu, em outubro, a chefia do departamento de carreira do Departamento de Pessoal da Marinha.
Fez o curso superior de guerra em 1967 na Escola Superior de Guerra (ESG). Em junho do ano seguinte, tornou-se comandante da II Esquadra de Contratorpedeiros. Encarregado da Divisão de Planos do Estado-Maior da Armada entre novembro de 1969 e janeiro de 1970, neste último mês passou a exercer, em caráter cumulativo, as funções de vice-diretor de portos e costas, além de representar a Marinha na Comissão Nacional da Bacia do Prata e no Conselho Superior de Trabalho Marítimo. Ainda em 1970, representou o Brasil na 55ª sessão (marítima) da Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra na Suíça.
Promovido a contra-almirante em dezembro de 1971, tornou-se, em junho do ano seguinte, comandante do Comando Naval de Natal. Em junho de 1973, foi designado diretor do Centro de Instrução Almirante Graça Aranha. Ocupou a Diretoria de Portos e Costas a partir de novembro de 1974 e foi nomeado representante da Marinha no Conselho Nacional dos Transportes em janeiro de 1975. Em março desse mesmo ano, foi alçado a vice-almirante.
Assumiu o comando do I Distrito Naval em dezembro de 1976, em substituição ao vice-almirante Maximiano da Fonseca. Ocupou essa chefia até março de 1978, quando foi substituído pelo vice-almirante Paulo Bonoso Duarte Pinto. Em maio do mesmo ano, assumiu as funções de comandante-em-chefe da esquadra, substituindo o vice-almirante Fernando Ernesto Carneiro Ribeiro. Passou o cargo de comandante ao vice-almirante Paulo Bonoso Duarte Pinto em abril de 1979, para assumir a secretaria geral da Marinha. Promovido a almirante-de-esquadra no segundo semestre de 1979, recebeu, em abril de 1981, a função de comandante de operações navais e de diretor-geral de navegação.
Faleceu no dia 15 de setembro de 1981 no Rio de Janeiro.
Era casado com Iara Maia Prado de Faria, com quem teve dois filhos.