FERNANDES, Célio Marques
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Célio Marques Fernandes nasceu em Porto Alegre no dia 4 de junho de 1913, filho de Tito Marques Fernandes e de Joaquina Ferreira Fernandes.
Bacharel em direito pela Universidade do Rio Grande do Sul e técnico em administração pela Escola de Administração Pública da mesma universidade, foi delegado de carreira da polícia do Rio Grande do Sul, e depois juiz municipal.
Em 1956, elegeu-se vereador à Câmara Municipal de Porto Alegre, reelegendo-se sucessivas vezes e permanecendo no cargo até 1964. Nesse período, foi presidente da Comissão de Justiça e da Câmara Municipal, que representou no Congresso Ibero-Luso-Americano de Municípios, realizado em Lisboa em 1959, no Congresso Mundial de Vereadores, realizado em Washington em 1961, e no Congresso Sul-Americano de Municipalismo, reunido em Punta del Este, Uruguai, em 1962.
Prefeito de Porto Alegre de 1964 a 1969, em novembro de 1970 elegeu-se deputado federal pelo Rio Grande do Sul na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Nessa legislatura, foi suplente das comissões de Segurança Nacional e de Trabalho e Legislação Social, além de membro da Comissão de Relações Exteriores e da comissão especial para estudo do problema da poluição ambiental. Reeleito em novembro de 1974, em 1975 tornou-se suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia e vice-presidente da Comissão de Segurança Nacional da Câmara. Em abril de 1977, criticou algumas das reformas promulgadas pelo Executivo com o Congresso fechado (o chamado “pacote de abril”). Atacou a permanência do dispositivo conhecido como “denúncia vazia”, que facilitava os despejos de locatários, e a criação da figura do senador eleito pelo voto indireto, o “senador biônico”.
Ainda em 1977, defendeu o adiamento para 1980 das eleições parlamentares previstas para 1978, criticando na mesma ocasião os tecnocratas do governo e a direção de seu partido. Até a demissão do ministro do Exército, general Sílvio Frota (setembro de 1977), integrou o grupo de parlamentares que apoiou a candidatura deste à presidência da República. Em 1978, foi um dos arenistas que votou na Câmara a favor da Emenda Acióli Filho, que propunha a extinção dos “senadores biônicos”. Candidato à reeleição em novembro do mesmo ano, obteve apenas uma suplência, deixando a Câmara em janeiro de 1979.
De volta a Porto Alegre, ainda em 1979 tornou-se juiz civil do Tribunal Militar no Rio Grande do Sul, função na qual permaneceu até se aposentar, em 1983.
Foi ainda presidente da 6ª Junta de Conciliação e Julgamento e diretor da Companhia Industrial de Silos e Armazéns.
Faleceu em Porto Alegre no dia 9 de novembro de 1989.
Casou-se com Maria Scalzilli Marques Fernandes, com quem teve três filhos.