FERRAZ, Paulo
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Paulo da Silva Ferraz nasceu em Teresina no dia 7 de abril de 1919, filho de Luís Ferraz e de Raimunda da Silva Ferraz.
Advogado, iniciou sua carreira política em outubro de 1954, elegendo-se deputado estadual no Piauí na legenda da Aliança Democrática Progressista, coligação que reunia o Partido Social Progressista (PSP), o Partido Libertador (PL) e a União Democrática Nacional (UDN). Iniciou o mandato em fevereiro do ano seguinte e reelegeu-se em outubro de 1958 na legenda da UDN, deixando a Assembleia para assumir a Secretaria de Educação e Cultura do Piauí na gestão do governador Francisco Chagas Rodrigues (1959-1963). Novamente reeleito em 1962, mais uma vez licenciou-se para assumir o cargo de secretário de Educação e Cultura, agora no governo de Petrônio Portela (1963-1966). Nessa época foi também membro do Conselho Estadual de Educação.
Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena). Nessa legenda elegeu-se deputado federal pelo Piauí em novembro de 1966, assumindo sua cadeira na Câmara em fevereiro de 1967. Reeleito nos pleitos de novembro de 1970 e de 1974, sempre na legenda da Arena, durante essas duas legislaturas foi vice-presidente da Comissão de Serviço Público e suplente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. No pleito seguinte, de novembro de 1978, foi mais uma vez eleito, na mesma legenda, passando a atuar como membro efetivo da Comissão do Interior e como suplente da Comissão de Serviço Público. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS).
Em janeiro de 1981, juntamente com mais cinco deputados federais e com o governador da Paraíba Tarcísio Buriti (1979-1982), recusou a Ordem do Ipiranga, concedida pelo governador Paulo Maluf (1979-1982), de São Paulo, por discordar do significado da condecoração.
Foi também secretário de Fazenda do estado do Piauí.
Faleceu em Brasília no dia 7 de novembro de 1981, em pleno exercício do mandato.
Casou-se com Isolete Alves Cavalcanti Ferraz, com quem teve quatro filhos.