FERREIRA, Aluísio

Aluísio Pinheiro Ferreira nasceu em Bragança (PA) no dia 12 de maio de 1897, filho de Raimundo Nazeazeno Ferreira e de Melquíades Pinheiro Ferreira.

Cursou o Instituto da Amazônia, o Colégio Progresso Paraense e o Ginásio Pais de Carvalho, em Belém, antes de sentar praça em junho de 1916. Cursou a Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro (então Distrito Federal), dela saindo aspirante-a-oficial de artilharia em janeiro de 1921.

Segundo-tenente em maio de 1921 e primeiro-tenente em setembro de 1922, nesse posto chefiou a zona norte da Comissão de Linhas Telegráficas Estratégicas de Mato Grosso ao Amazonas. Promovido a capitão em 15 de novembro de 1930, foi classificado no 6º Regimento de Artilharia Montada, em Cruz Alta (RS). Em 1931, assumiu a direção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, tendo sido promovido a major em março de 1940. Três anos depois, foi escolhido para ser o primeiro governador do recém-criado território federal de Guaporé, hoje Rondônia. Deixou a estrada de ferro, assumindo o governo em novembro de 1943. Alçado ao posto de tenente-coronel em dezembro de 1944, governou o território até fevereiro de 1946, sendo substituído no cargo por Joaquim Rondon.

Em seguida, nas eleições suplementares de janeiro de 1947, elegeu-se deputado federal por Guaporé na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Membro das comissões de Tomada de Contas e de Valorização da Amazônia, reelegeu-se em outubro de 1950, na legenda da Coligação Democrática, composta pelo PSD, o Partido Social Trabalhista (PST), a União Democrática Nacional (UDN), o Partido de Representação Popular (PRP) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), ao qual se filiara. Passou para a reserva ainda em 1950, no posto de general-de-brigada, permanecendo na Câmara dos Deputados até janeiro de 1955. Em outubro de 1958 voltou a eleger-se deputado federal por Rondônia na legenda do PTB, cumprindo o mandato de fevereiro de 1959 a janeiro de 1963, ocasião em que deixou a Câmara dos Deputados.

Faleceu no Rio de Janeiro em 1980.

Casou-se com Nhazinha Tavares Ferreira, com quem teve dois filhos.

Entre outras obras, publicou Uma obra nacionalista no oeste do Brasil (1937), Problemas da Amazônia e Estudos diversos.