FERRO, Fernando
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Fernando Dantas Ferro nasceu em Bom Conselho (PE), no dia 5 de setembro de 1951, filho de Linduarte Oliveira Ferro e de Eudorica Dantas Ferro.
Monitor da cadeira de física da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe) e estagiário na Empresa de Manutenção e Reparos de Motores Elétricos, no Recife, e na Alcoa Alumínios S.A., em Igarassu (PE), concluiu o curso de engenharia elétrica na Ufpe, em 1975.
Em 1976 foi contratado para trabalhar nos escritórios da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF), em Recife, e em 1978 fez o curso de pós-graduação em sistemas elétricos de potência, na Escola Federal de Engenharia de Itajubá (MG).
Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), desde 1974, com o fim do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a consequente reformulação partidária, ingressou no Partido dos Trabalhadores (PT), exercendo a presidência do seu diretório municipal, em Garanhuns (PE), de 1981 a 1983, quando passou a fazer parte da diretoria do Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco. Tesoureiro do diretório estadual do PT, de 1984 a 1986, e seu presidente, de 1986 a 1992, integrou o diretório nacional do partido, de 1988 a 1992.
Nas eleições municipais de outubro desse ano, elegeu-se vereador na legenda do PT e deixou o emprego na CHESF para assumir o mandato na Câmara de Vereadores de Recife no início de 1993. Vice-líder da bancada, participou dos trabalhos legislativos como presidente da Comissão dos Direitos Humanos e titular das comissões de Legislação e Justiça, e de Políticas Públicas.
No pleito de outubro de 1994 candidatou-se a deputado federal. Eleito, renunciou ao mandato de vereador, assumindo a cadeira na Câmara em fevereiro do ano seguinte. Titular da Comissão de Minas e Energia, nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso, em 1995, seguiu a orientação do partido e fez obstrução durante a sessão em que foi aprovada a quebra do monopólio estatal na distribuição de gás canalizado; votou pela manutenção da intervenção do estado nos setores de telecomunicações, exploração de petróleo e navegação de cabotagem, e contra a mudança no conceito de empresa nacional. Opôs-se também à prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitiria ao governo gastar até 20% da arrecadação vinculada às áreas de saúde e de educação.
Em junho de 1996, foi contra a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), o chamado “imposto do cheque”, fonte suplementar de recursos destinados à saúde.
Vice-líder do bloco formado pelo PT, Partido Democrático Trabalhista (PDT) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB), em janeiro/fevereiro de 1997 deixou de registrar presença, na tentativa de obstruir a votação da emenda constitucional que previa a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos.
Votou contra a quebra da estabilidade para os servidores da União, estados e municípios, e o teto de 1.200 reais, para as aposentadorias no setor público, e os critérios de idade mínima e tempo de contribuição, para os trabalhadores no setor privado.
Em outubro de 1998 reelegeu-se, iniciando o novo mandato em fevereiro de 1999.
No pleito de 2002, reelegeu-se deputado federal na legenda do PT, e iniciou seu 3º mandato consecutivo em fevereiro de 2003. Nesta legislatura, foi vice-líder e líder do PT na Câmara, e, em 2005, foi nomeado secretário de Meio Ambiente do partido.
No pleito de 2006, reelegeu-se mais uma vez ao cargo de deputado federal, sempre na legenda do PT. Iniciou o novo mandato em fevereiro de 2007. Nesta legislatura, foi vice-líder do partido na Câmara.
Ao longo de seus mandatos na Câmara dos Deputados, foi titular de várias comissões, entre elas as permanentes de Minas e Energia e de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.
Casado com Teresa Cristina Elias Cardoso, teve quatro filhos.