ALVIM, Sá Freire
| Tipo | Biográfico |
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| Cargos |
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José Joaquim de Sá Freire Alvim nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 10 de março de 1909, filho de Alfredo Cesário de Faria Alvim e de Alice de Sá Freire Alvim. Seu tio, José Cesário de Faria Alvim, foi deputado geral por Minas Gerais (1867-1870, 1878-1871, 1886-1889), presidente da província do Rio de Janeiro (1884-1886), presidente de Minas Gerais (1889-1890 e 1891-1892), senador constituinte (1891) e prefeito do Distrito Federal (1898-1899).
Estudou em escolas públicas municipais e, de 1921 a 1925, no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Tornou-se em 1926 funcionário da representação de Minas Gerais na antiga capital federal, função que exerceria até 1937. Em março de 1932 formou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro.
Durante o Estado Novo (1937-1945), tornou-se em 1938 assistente-técnico do Ministério do Trabalho e, desse ano a 1945, oficial-de-gabinete e, em seguida, subchefe do Gabinete Civil da Presidência da República. Durante o segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954), voltou a exercer a função de oficial do Gabinete Civil da Presidência da República. De 1956 a 1958 atuou como secretário-geral de Administração da Prefeitura do Distrito Federal, então ocupada por Francisco Negrão de Lima. Nesse período, presidiu a comissão que elaborou o Plano de Classificação de Cargos e Funções, remetido a exame na Câmara de Vereadores.
Nomeado pelo presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), assumiu em julho de 1958 a prefeitura do Distrito Federal, em substituição a Negrão de Lima. Durante sua administração, que coincidiu com a construção de Brasília, iniciaram-se as atividades da Superintendência de Urbanização e Saneamento (Sursan), através da qual empreendeu grandes obras de saneamento nos subúrbios cariocas. Deu também início à demolição do morro de Santo Antônio e à construção do túnel Catumbi-Laranjeiras, da avenida Perimetral e do aterro do Flamengo. Deixou o cargo em abril de 1960, quando da transferência da capital para Brasília e da transformação da cidade do Rio de Janeiro em estado da Guanabara.
Durante o governo de Negrão de Lima no estado da Guanabara (1965-1971), exerceu interinamente a Secretaria de Educação.
Foi também funcionário da Inspetoria Fiscal de Minas Gerais no Rio de Janeiro; curador de acidentes do trabalho da Justiça do Distrito Federal; tabelião e oficial do Registro de Imóveis do Distrito Federal; procurador do Conselho Nacional do Trabalho; diretor-administrativo da Companhia Telefônica Brasileira e vice-presidente da Companhia Telefônica de Minas Gerais; membro do conselho diretor da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, onde representava o governo federal; membro do conselho de curadores da Universidade do Estado da Guanabara; membro do conselho administrativo da Fundação Darci Vargas (Casa do Pequeno Jornaleiro) e presidente da Companhia de Habitação Popular do Estado da Guanabara (Cohab).
Pertenceu ao Instituto dos Advogados Brasileiros.
Faleceu no Rio de Janeiro no dia 9 de julho de 1981.
Era casado com Alaísa Resende de Sá Freire Alvim, com quem teve uma filha.
Publicou trabalhos sobre direito notarial.