FIRMAN NETO, Pedro

Pedro Firman Neto nasceu em Dorizon, no município de Mallet (PR), no dia 15 de setembro de 1913, filho de Antônio Firman e de Miguelina Firman.

Cursou o secundário no Internato do Ginásio Paranaense, ingressando a seguir na Faculdade de Direito do Paraná. Ainda acadêmico, foi nomeado promotor público de Reserva (PR), passando a exercer o cargo também nas comarcas de Mallet, Guarapuava, Apucarana e na da capital do estado.

Bacharel em 1938, desempenhou diversas funções junto à administração do estado do Paraná, tendo sidodelegado regional de polícia em Ponta Grossa (PR), delegado auxiliar em Curitiba, chefe de gabinete da Secretaria do Interior, Justiça e Segurança Pública, e diretor do Departamento das Municipalidades. Durante a Segunda Guerra Mundial presidiu a Comissão Estadual de Racionamento de Combustíveis e participou da Comissão de Serviço Público.

Nas eleições de janeiro de 1947 elegeu-se deputado estadual na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Licenciado do mandato, assumiu a Secretaria de Agricultura no primeiro governo de Moisés Lupion (1947-1951), tendo sido responsável pela instituição da Fundação Paranaense de Imigração e Colonização, que promoveu a divisão em médios e pequenos lotes de terras devolutas, ensejando grandes levas migratórias de outras unidades da Federação para o norte, noroeste, oeste e sudoeste do Paraná.

Vice-presidente da seção paranaense do PSD, retornou à Assembleia Legislativa paranaense em 1948. No pleito de outubro de 1950, sempre pela mesma legenda, elegeu-se deputado federal. Foi o autor de uma emenda à lei que criou a Petrobras em virtude da qual, anos mais tarde, tornou-se possível a existência da Braspetro, subsidiária incumbida das operações da empresa no exterior. Reeleito em outubro de 1954, permaneceu na Câmara até janeiro de 1959.

Afastado da vida parlamentar, em 1960 foi nomeado pelo presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961) presidente do Instituto Nacional do Mate. A fim de expandir o consumo da bebida, criou as “casas do mate” em Minas Gerais, Bahia e Pernambuco, promovendo degustações da bebida em hotéis e restaurantes das maiores cidades do país.

Após ter deixado a presidência do instituto, ainda no início da década de 1960, regressou ao Ministério Público, já no cargo de curador-geral da comarca de Curitiba, aposentando-se como procurador de Justiça do estado, em novembro de 1965.

Fixou residência no Rio de Janeiro, onde exerceu advocacia. Em setembro de 2004, juntamente com outros ex-secretários de Agricultura do estado do Paraná, foi homenageado no Teatro Guairá, em Curitiba, por ocasião da passagem dos 60 anos da criação da secretaria da Agricultura e do Abastecimento do estado.

Casado com Jurê Pompeu Firman, teve um filho. Viúvo, casou-se com Vanda Maria Bittencourt Firman, com quem também teve um filho.