FISCHER, Artur
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Artur Fischer nasceu em Venâncio Aires (RS) no dia 27 de agosto de 1901, filho de Maximiliano Fischer e de Rosa Roesler Fischer.
Bacharelou-se em 1935 pela Faculdade de Direito de Porto Alegre, exercendo em seguida a advocacia no interior do estado, inclusive em sua cidade natal.
Durante o Estado Novo (1937-1945), participou do movimento dos produtores rurais no Rio Grande do Sul e tornou-se membro da Comissão Organizadora do Instituto Nacional de Carnes. Ingressou na política filiando-se à União Social Brasileira (USB), movimento fundado por Alberto Pasqualini após o fim do Estado Novo, em outubro de 1945. Com a incorporação da USB ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), candidatou-se por esta legenda à Assembleia Nacional Constituinte (ANC) no pleito de dezembro seguinte. Conquistando a primeira suplência, foi empossado em março de 1946 em substituição a Getúlio Vargas, que optara pela cadeira de senador pelo Partido Social Democrático (PSD). Durante o funcionamento da Constituinte, Fischer centrou sua atuação na defesa dos pequenos produtores gaúchos e na oposição aos comunistas, a quem acusava de antipatriotismo. Com a promulgação da nova Carta (18/9/1946), passou a exercer o mandato ordinário. Candidato à reeleição em outubro de 1950, conquistou apenas uma suplência, deixando, com isso, a Câmara em janeiro seguinte. Na legislatura 1946-1951, integrou a Comissão de Tomada de Contas.
Posteriormente, tornou-se representante, no Rio Grande do Sul, do Comitê Intergovernamental para Migrações Européias, entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), e atividade que exerceria até o fim de sua vida.
Adepto do cooperativismo, Artur Fischer dedicou-se à pregação da ideia no Rio Grande do Sul, tendo fundado e presidido uma das maiores cooperativas do país, a União Sul-Brasileira de Cooperativas, sediada em Porto Alegre. Em seguida, fundou a Escola Técnica de Cooperativismo, na qual lecionou história do cooperativismo. Presidiu e organizou também vários congressos de agricultores no Rio Grande do Sul, tornando-se um líder da classe dos produtores agrícolas no estado. Fischer foi ainda secretário-geral da Sociedade União Popular do Rio Grande do Sul, entidade com fins culturais e beneficentes da zona colonial do estado.
Faleceu em Porto Alegre, no dia 12 de fevereiro de 1965.
Era casado com Risoleta Cunha Fischer, com quem teve oito filhos.