FONSECA, Olinto
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Olinto Fonseca Filho nasceu em Formiga (MG) no dia 8 de março de 1908, filho de Olinto Fonseca e de Maria Fonseca e Silva.
Cursou o primário na Escola D. Maria Eugênia Vilela Gontijo e o secundário no Ginásio Antônio Vieira, ambos em sua cidade natal, vindo a concluir o último curso no Ginásio Santo Antônio, em São João del Rei (MG). Trabalhou como caixeiro e, posteriormente, na casa comercial de seu pai. Em 1933 formou-se em medicina pela Universidade de Minas Gerais (UMG), atual Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ainda estudante universitário, ingressou na vida política como auxiliar e depois chefe de gabinete de Olegário Maciel, presidente de Minas Gerais de 1930 a 1933. Na primeira gestão de Benedito Valadares à frente do governo mineiro (1933-1935), desempenhou as funções de secretário e, posteriormente, de chefe de gabinete do interventor.
Em maio de 1934, foi nomeado médico da Força Pública de Minas Gerais, mantendo-se nas suas funções de secretário de Valadares. Tornou-se, mais tarde, assistente de clínica urológica do Hospital Militar. Dedicando-se desde cedo ao jornalismo, colaborou em diversos órgãos da imprensa mineira e foi designado diretor da Imprensa Oficial do estado em 1941, cargo que ocupou por quatro anos.
No pleito de dezembro de 1945, elegeu-se deputado à Assembleia Nacional Constituinte por Minas Gerais pela legenda do Partido Social Democrático (PSD). Ocupando sua cadeira em fevereiro de 1946, participou dos trabalhos constituintes, e, com a promulgação da nova Carta (18/9/1946), passou a exercer o mandato ordinário, integrando as comissões permanentes de Saúde Pública e de Transportes e Comunicações da Câmara Federal. Em outubro de 1950, elegeu-se deputado federal pelo estado de Minas pela legenda do PSD, sendo empossado no cargo em fevereiro seguinte.
No pleito de outubro de 1954, compôs como suplente a chapa vitoriosa do PSD ao Senado Federal encabeçada por Benedito Valadares. Deixou a Câmara em janeiro de 1955, ao findar o seu mandato, e, ainda no mesmo ano, foi nomeado diretor da Caixa Econômica do Rio de Janeiro, cargo que ocupou até 1959. Em 1961, foi nomeado presidente do Conselho Superior das Caixas Econômicas Federais. Aposentado em 1964, foi eleito diretor do Banco Comercial e Industrial de Minas.
Foi também presidente do Conselho Regional de Desportos de Minas Gerais. Seu sogro, Cristiano França Teixeira Guimarães, foi um dos fundadores da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira S.A.
Traduziu obras do escritor irlandês Oscar Wilde.
Faleceu no Rio de Janeiro em 23 de dezembro de 1990.
Foi casado com Maria Auxiliadora Guimarães Fonseca, falecida em 1978, com quem teve um casal de filhos.