FRANCO, Crepori

Romualdo Crepori Barroso Franco nasceu em Aveiro (PA) no dia 20 de novembro de 1895, filho de Torquato José da Silva Franco e de Joana Barroso Franco.

Completou seus estudos primários e parte do curso secundário em Belém, transferindo-se em seguida para Roma, onde se diplomou em filosofia, ciências naturais e matemática pela Universidade Gregoriana. Retornando ao Brasil, em 1919 bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito do Pará.

De 1919 a 1921 foi promotor público no interior de seu estado. Em 1922 exerceu a advocacia no Pará, e em 1923 no Maranhão. Entre 1924 e 1926 foi juiz substituto em São Luís, assumindo também o cargo de procurador-geral do estado do Maranhão. A partir de 1926 passou a lecionar filosofia no Liceu Maranhense. Foi procurador da República de 1927 a 1930, e consultor jurídico da agência do Banco do Brasil no Maranhão de 1929 a 1937. No ano seguinte passou a responder pela chefia do Contencioso do Departamento Nacional do Café.

Em dezembro de 1945 foi eleito deputado à Assembleia Nacional Constituinte (ANC) pelo Maranhão na legenda do Partido Social Democrático (PSD), ocupando a cadeira em fevereiro do ano seguinte. Participou dos trabalhos constituintes e, com a promulgação da nova Carta, em setembro de 1946, passou a exercer o mandato ordinário. Nessa legislatura foi membro da Comissão Permanente de Diplomacia e da comissão de inquérito sobre o Departamento Nacional do Café. Defendeu a liberação de bens nacionais dos países do Eixo, pronunciando críticas severas à Comissão de Reparação de Guerra, que considerou uma “herança da ditadura”.

Em outubro de 1950 foi eleito primeiro suplente de deputado federal pelo Maranhão na legenda Oposições Coligadas, composta pelo PSD, o Partido Republicano (PR), o Partido Libertador (PL), o Partido Social Progressista (PSP), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e a União Democrática Nacional (UDN). Deixando a Câmara em janeiro de 1951, voltou a assumir temporariamente a cadeira de deputado entre novembro de 1952 e dezembro de 1953.

Achava-se no exercício das funções de tabelião do 23º Ofício de Notas da capital federal quando faleceu.

Foi membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Instituto dos Advogados e do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão.

Foi casado com Elzuila Morais Rego Araújo Franco.

Escreveu A política econômica do café.