FRANTZ, Jacó

Jacó Guilherme Frantz nasceu em Rio Pardo (RS) no dia 17 de setembro de 1905, filho de Luís Filipe Frantz e de Maria Luísa Frantz.

Estudou na Escola Militar de sua cidade e foi oficial do Exército até 1930. Nesse ano, por ocasião da Revolta de Princesa - movimento rebelde irrompido em fevereiro em Princesa, atual Princesa Isabel (PB), em oposição ao governo estadual de João Pessoa, também candidato à vice-presidência da República na chapa da Aliança Liberal -, seguiu para a Paraíba como soldado junto com as tropas enviadas a esse estado pelo governo federal. Aí radicou-se, alcançando o posto de tenente-coronel da Polícia Militar e ocupando diversos cargos na administração pública: foi prefeito das cidades de São José de Piranhas e Antenor Navarro entre 1930 e 1936 e ajudante-de-ordens do governador e depois interventor Argemiro de Figueiredo (1935-1940). Comandou também a Guarda Cívica, integrada pela Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Trânsito. Foi superintendente dos serviços elétricos em João Pessoa e secretário do Interior e da Justiça do governo do estado.

Em janeiro de 1947, sempre na Paraíba, elegeu-se deputado estadual na legenda da União Democrática Nacional (UDN), assumindo sua cadeira nesse mesmo ano. Reeleito nos pleitos de outubro de 1950 e de 1954, licenciou-se da Assembleia Legislativa em janeiro de 1958, por ter sido nomeado secretário da Agricultura pelo governador Pedro Gondim (1958-1960). Permaneceu nessa secretaria por pouco tempo, pois teve que se desincompatibilizar do cargo para concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados, tendo reassumido, em seguida, sua cadeira no Legislativo de seu estado.

No pleito de outubro de 1958 foi eleito deputado federal pela Paraíba na legenda do Partido Social Progressista (PSP). Deixando a Assembleia Legislativa em janeiro de 1959, iniciou no mês seguinte seu mandato na Câmara Federal. Passou a integrar a Comissão de Economia, da qual se tornaria vice-presidente de 1961 até o término da legislatura, em janeiro de 1963. Em 1960, candidatou-se a vice-governador da Paraíba na legenda do Partido Social Democrático (PSD), mas foi derrotado. Eleito primeiro suplente de deputado federal em outubro de 1962 na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), encerrou seu primeiro mandato em janeiro de 1963, quando findou essa legislatura. Retornou à Câmara em três oportunidades: de abril a maio e de setembro a dezembro de 1963 e de julho a outubro de 1964. Em declarações prestadas nessa época, defendeu a reforma agrária cooperativista, com a intervenção limitada do Estado na extinção dos latifúndios e o estímulo à posse da terra pelos lavradores, e solidarizou-se aos protestos das ligas camponesas da Paraíba contra violências cometidas por latifundiários. Defendeu também a reforma urbana e o monopólio estatal do petróleo, da energia elétrica, das telecomunicações e de todos os setores de interesse para a segurança nacional. Manifestou-se ainda em favor da educação primária e secundária gratuitas e obrigatórias.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instituído no país pelo movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964). No pleito de 15 de novembro de 1966 voltou a concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados em sua nova legenda, mas conseguiu apenas uma suplência.

Durante o governo de João Agripino (1966-1971), foi secretário de Agricultura e de Interior e Justiça. Tornou-se fazendeiro e líder político em Antenor Navarro, onde se fixou após deixar a política.

Faleceu em Antenor Navarro no dia 18 de dezembro de 1980.