FREIRE, Luís Fernando

Luís Fernando de Oliveira Freire nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 25 de setembro de 1938, filho de Vitorino de Brito Freire, senador pelo Maranhão de 1947 a 1971, e de Maria Helena de Oliveira Freire.

Formou-se em administração pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro em 1958. Paralelamente à sua formação universitária, começou a compor no final dos anos 1950, quando sua casa abrigava reuniões musicais frequentadas pelos compositores e intérpretes ligados à bossa nova. Adotando o nome artístico de Lula Freire, teve como primeiro parceiro Chico Feitosa, com quem compôs a canção “Passarinho”, gravada em 1959 por Sérgio Ricardo. Em seguida, passou a escrever letras para diversos outros compositores como Roberto Menescal, Baden Powell e Edu Lobo.

Em 1960, foi membro do Conselho da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e no ano seguinte subchefe de gabinete do primeiro-ministro Tancredo Neves (1961-1962).

No pleito de outubro de 1962, aos 23 anos, elegeu-se deputado federal pelo Maranhão na legenda do PSD, partido que seu pai fundou e liderou no Maranhão por muitos anos. Exerceu o mandato de fevereiro de 1963 a janeiro de 1967, tendo-se filiado à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instalado no país em abril de 1964, após a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior implantação do bipartidarismo.

Acompanhou de perto a carreira política do pai, estabelecendo laços com os amigos deste e mantendo a animosidade com seus desafetos. No pleito de 1974, elegeu-se suplente de Henrique La Rocque, candidato único ao Senado pelo Maranhão, na legenda da Arena. Ainda assim, quase perdeu as eleições para os votos brancos e nulos.

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se à agremiação situacionista, o Partido Democrático Social (PDS).

Em maio de 1980, La Rocque foi nomeado ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), e Luís Fernando Freire assumiu em setembro sua cadeira no Senado. Em novembro, porém, desligou-se do PDS, passando a integrar o Partido Popular (PP). Em carta endereçada ao líder do PDS no Senado, Jarbas Passarinho, atribuiu seu rompimento com o partido do governo a “agressões pessoais” a seu pai publicadas no jornal O Estado do Maranhão, de propriedade do presidente nacional do PDS, o maranhense José Sarney. Ex-integrante da União Democrática Nacional (UDN), Sarney figurava entre os tradicionais adversários políticos do pessedista Vitorino Freire, e essa rivalidade já preocupava o governo, tanto que a nomeação de La Rocque para o TCU só se concretizara depois de Luís Fernando Freire assumir, em maio, o compromisso de ingressar no PDS.

Com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em fevereiro de 1982, Lula Freire voltou a integrar o PDS, pelo qual candidatou-se a uma cadeira no Senado nas eleições de novembro de 1982, não conseguindo eleger-se. Foi suplente do senador João Castelo entre 1983 e 1991.

Em 1996, publicou Bossa nova – história, som e imagem. Filiado ao Partido da Frente Liberal, em fevereiro de 2000 atuava profissionalmente como empresário e editor. No ano seguinte, lançou mais um livro – Aquarelas do Brasil.

Casou-se com Maria Lúcia Romeiro Freire.