GABARDO, Olivir
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João Olivir Gabardo nasceu em União da Vitória (PR) em 19 de novembro de 1931, filho de João Gabardo Neto e de Helena Gabardo Rocha.
Em 1959, bacharelou-se e licenciou-se em geografia e história pela Universidade Católica do Paraná e no ano seguinte concluiu o curso de ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da atual Universidade Federal do Paraná.
Exercendo a advocacia, iniciou sua carreira política como vereador em Londrina (PR) pelo Partido Democrata Cristão (PDC). Participou da Comissão de Justiça e Educação, tornando-se líder da bancada. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado em abril de 1964, cuja liderança também exerceu.
Em novembro de 1966 elegeu-se primeiro suplente de deputado estadual. Assumiu o mandato no ano seguinte e, durante essa legislatura, foi membro das comissões de Justiça e de Instrução Pública, tornando-se vice-líder e líder da bancada.
Professor de geografia da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina, tornou-se diretor da instituição, que em 1970 foi incorporada à Fundação Universidade Estadual de Londrina.
Vice-presidente do diretório regional, em novembro de 1970 elegeu-se deputado federal, assumindo o mandato em fevereiro. Nessa legislatura foi membro da Comissão de Educação e Cultura e suplente das comissões de Agricultura e Política Rural e de Orçamento. Em abril de 1973 tornou-se vice-líder. Reeleito em novembro de 1974, permaneceu na Comissão de Educação e Cultura, agora como vice-presidente. Reeleito em novembro de 1978, tornou-se suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia e vice-presidente da Comissão de Finanças. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), em cuja legenda voltou a se reeleger em novembro de 1982.
Iniciando novo período legislativo em fevereiro do ano seguinte, em 25 de abril de 1984 votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente em novembro. A emenda, contudo, não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação (faltaram 22 para que pudesse ser enviada à apreciação pelo Senado).
Em agosto de 1984, renunciou ao mandato por ter sido nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Em consequência da natureza do cargo, desvinculou-se do PMDB. Sua vaga na Câmara foi ocupada por Francisco Irineu Brzesinski. Em 1985, tornou-se corregedor-geral do TCE. Dois anos depois, integrou a comitiva do governo estadual em visita à União Soviética. Em 1990 se aposentou no TCE e, após se reintegrar ao PMDB, foi lançado candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Roberto Requião, também peemedebista. Mas em outubro, por divergências de campanha, desistiu de se candidatar, sendo substituído por Mário Pereira.
Eleita a chapa peemedebista, foi ouvidor-geral do estado de 1991 a 1993, durante o governo Requião, e no ano seguinte, já no governo de Mário Pereira - que assumira em virtude da saída do governador, que se lançara candidato ao Senado -, tornou-se secretário de Educação. Em 1997, filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), vindo a ocupar o cargo de primeiro vice-presidente regional. Em outubro de 1998, elegeu-se primeiro suplente do senador Álvaro Dias. Com o então senador licenciando-se do cargo em 2002, para candidatar-se a governador do Paraná, Gabardo assumiu a cadeira do senador Álvaro Dias, até meados de 2003, quando derrotado nas eleições, o titular reassumiu seu posto. Permaneceu como suplente até 2007.
Foi professor, orientador e coordenador do Ministério da Educação e Cultura para os cursos de aperfeiçoamento de professores do ensino médio na região norte do Paraná.
Casou-se com Maria Luci Lollato Gabardo, com quem teve cinco filhos.