GARCEZ, Arnaldo
| Tipo | Biográfico |
|---|---|
| Cargos |
|
Arnaldo Rollemberg Garcez nasceu em Itaporanga d'Ajuda (SE) no dia 19 de janeiro de 1911, filho de João Sobral Garcez e de Alzira Bonesto Rollemberg Garcez. Sua família era ligada a Francisco Leite Neto, deputado federal por Sergipe de 1946 a 1963.
Fez os primeiros estudos no Grêmio Escolar de Itaporanga e no Colégio Tobias Barreto.
Após a Revolução de 1930, elegeu-se no pleito de outubro de 1934 deputado à Assembleia Constituinte sergipana. Participou dos trabalhos de elaboração da nova Carta estadual, promulgada em 16 de julho de 1935, assinando-a porém com restrições. Permaneceu na Assembleia Legislativa até novembro de 1937, quando, com o advento do Estado Novo, todos os órgãos legislativos do país foram suprimidos. Designado membro do Conselho Administrativo de seu estado em 1940, ocupou o cargo por um ano.
No pleito de outubro de 1950 foi eleito, para substituir a José Rollemberg Leite, governador de Sergipe na legenda da coligação entre o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Republicano (PR), derrotando o candidato da oposição Leandro Maynard Maciel, líder da União Democrática Nacional (UDN) no estado. Não tomou posse na data prevista, 31 de janeiro de 1951, devido a recursos interpostos pela oposição, que o obrigaram a aguardar os resultados das eleições suplementares realizadas em diversos municípios do estado. Diplomado pelo Tribunal Regional Eleitoral em 21 de janeiro de 1951, tomou posse no dia 12 de março seguinte na Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Sílvio Teixeira, recebendo do vice-governador Edélsio Vieira de Melo, até então interinamente em exercício, o cargo de governador do estado. Seus adversários contestaram a diplomação, impetrando recursos aos quais, ainda naquele mês, o Tribunal Superior Eleitoral negou provimento.
Por ocasião da morte de Getúlio Vargas em 24 de agosto de 1954, a população da capital sergipana ameaçou de destruição a residência de Leandro Maciel, chefe udenista, e a Rádio Liberdade, que vinha dando grande espaço aos candidatos udenistas para as eleições que se aproximavam. Garcez determinou então a evacuação do local, que ficou sob proteção do 28º Batalhão de Caçadores.
Em sua administração, construiu diversos açudes no interior do estado, realizou obras de dragagem na capital sergipana e lutou pelo aproveitamento da energia de Paulo Afonso, no rio São Francisco. Permaneceu no cargo de governador até o fim de seu mandato, em 31 de janeiro de 1955, quando foi substituído por Leandro Maciel.
No pleito de outubro de 1958 elegeu-se deputado federal por Sergipe na legenda da Aliança Social Democrática, constituída pelo PSD, o PR e o Partido Social Progressista (PSP), assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Reeleito em outubro de 1962 na legenda da Aliança Nacional Trabalhista, formada pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Social Trabalhista (PST), filiou-se em 1966 à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido governista criado após a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a consequente instauração do bipartidarismo. No pleito de novembro de 1966 reelegeu-se novamente deputado federal por Sergipe na legenda da Arena, exercendo o mandato até janeiro de 1971. Designado presidente do diretório regional da Arena em seu estado, renunciou ao cargo em novembro de 1975 por julgar-se desprestigiado frente ao governador José Rollemberg Leite, agravando com isso a crise político-administrativa do governo local.
Exerceu ainda dois mandatos como prefeito de Itaporanga d’Ajuda pela legenda do Partido Socialista Brasileiro (PSB).
Proprietário rural, dedicou-se também à cultura da cana-de-açúcar. Em janeiro de 2000, continuava a se dedicar a estas atividades.
Casou-se com Maria Augusta Garcez.