AMARO, Vasco

Vasco Amaro da Silveira Filho nasceu em Pelotas (RS) no dia 9 de setembro de 1911, filho de Vasco Maria Amaro da Silveira e de Lucila Resende da Silveira.

Ruralista e agricultor, em 1955 passou a integrar o conselho deliberativo do Insti­tuto Rio-Grandense do Arroz, sediado em Porto Alegre, cargo que ocuparia até 1966. Filiado ao Partido Libertador (PL) - de cujo diretório regional gaúcho foi vice-presidente -, iniciou suas atividades políticas em 1960 co­mo vereador. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renova­dora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964.

Elegeu-se, em novem­bro de 1966, deputado federal pelo Rio Gran­de do Sul na legenda da Arena, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Reele­geu-se em novembro de 1970 e passou a inte­grar, nesse mesmo ano, a Comissão de Agri­cultura e Política Rural - da qual seria vice-presidente de 1972 a 1973 - e, como suplente, a Comissão de Desenvolvimento da Região Sul. Em 1974 e 1975, atuou como suplente da Comissão de Transportes da Câmara.

Reeleito em novembro de 1974, tentou mais uma vez a reeleição no pleito de no­vembro de 1978, obtendo apenas uma suplên­cia. Concluiu o mandato em janeiro de 1979 e, com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro desse ano e a conse­qüente reformulação partidária, filiou-se ao sucessor da Arena, o Partido Democrático Social (PDS). Nessa legenda tentou retornar à Câmara dos Deputados nas eleições de novembro de 1982, mas obteve apenas uma suplência.

Posteriormente, assumiu o cargo de diretor do Banco Nacional de Crédito Cooperativo, em Brasília, permanecendo nesta função até 1985. No ano seguinte, tornou-se presidente da Açúcar Gaúcho S.A, ocupando o cargo até 1990. Nesse mesmo ano, assumiu a presidência do Instituto Sul Riograndense de Carnes, aposentando-se em 1993.

Em abril deste último ano, ingressou no Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão entre o PDS e o Partido Democrata Cristão (PDC) e, em agosto de 1995, com a união do PPR ao Partido Progressista (PP), filiou-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB). No ano seguinte, transferiu-se para o Partido da Frente Liberal (PFL), tornando-se membro de seu diretório regional no Rio Grande do Sul.

Foi, também, presidente da Federação das Cooperativas de Arroz do Rio Grande do Sul e diretor da Cooperativa Orizícola de Jaguarão (RS).

Viúvo de Maria Amaro da Silveira, teve com ela seis filhos.