GODÓI, Claro
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Claro Augusto Godói nasceu em Goiás, então capital do estado do mesmo nome, no dia 19 de junho de 1896, filho do desembargador João Francisco de Oliveira Godói e de Teresa Alencastro Caiado Godói. Seu irmão, Albatênio Caiado de Godói, foi constituinte em 1946 e deputado federal de 1946 a 1951.
Estudou no Liceu de Goiás e ingressou depois na Faculdade de Direito de Goiás, pela qual se formaria em 1920. Ainda estudante, foi escriturário da Secretaria de Finanças do estado em 1914 e secretário da chefatura de polícia de 1915 a 1921. Delegado regional de polícia de 1921 a 1925 e chefe de polícia de Goiás em 1925, foi nomeado procurador interino da República no estado em 1926. Como jornalista, colaborou nos jornais goianos A Voz do Povo e O Popular, na Revista Genealógica Latina e, a partir de 1928, chefiou a sucursal de O Jornal, do Rio de Janeiro, em Goiás. Mais tarde, foi correspondente da Revista Goiana na capital federal.
Com a vitória da Revolução de 1930, foi nomeado secretário do governo goiano e assumiu o cargo de diretor da Escola de Aprendizes e Artífices de Goiás, que ocuparia até 1934. Em 1931 assumiu as funções de procurador-geral ad hoc perante a Junta de Sanções do Estado de Goiás.
Foi um dos fundadores e secretário-geral do Partido Social Republicano de Goiás, criado em janeiro de 1933 para concorrer às eleições para a Assembleia Nacional Constituinte (ANC). Nomeado secretário-geral do estado de Goiás em 1934, foi um dos deputados federais eleitos por seu partido no pleito de outubro daquele ano. Exerceu o mandato de maio de 1935 a 10 de novembro de 1937, quando com a instauração do Estado Novo, as câmaras legislativas do país foram suprimidas. Durante seu mandato, foi suplente da mesa da Câmara em 1937.
Diretor-adido do Ministério da Educação e Saúde de 1938 a 1941, foi advogado da Prefeitura do Distrito Federal de 1941 a 1954. Aposentou-se como procurador do então estado da Guanabara e como catedrático da Faculdade de Direito de Goiás.
Membro da Associação Brasileira de Imprensa, pertenceu também à Sociedade Amigos de Alberto Torres. Participou ainda de diversos congressos jurídicos nacionais e internacionais.
Faleceu no Rio de Janeiro no dia 5 de novembro de 1986.
Era casado com Maria Elisa Pereira da Silva Godói, com quem teve três filhos.