GOMES, Emílio

Emílio Hoffmann Gomes nasceu em Ponta Grossa (PR) no dia 19 de julho de 1925, filho de Ezequiel Andrade Gomes e de Maria Hoffmann Gomes.

Tendo feito seus estudos no Grupo Escolar Duque de Caxias, em Irati (PR), e no internato do Colégio Paranaense, em Curitiba, ingressou em 1945 na Faculdade de Engenharia da Universidade do Paraná. No ano seguinte, passou a trabalhar no Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado do Paraná como auxiliar de engenheiro. Diplomando-se engenheiro rodoviário em 1949, retornou à sua cidade natal e começou a trabalhar na Companhia Paranaense de Obras e Melhoramentos, que então construía uma estrada entre Irati e Relógio. Em 1951, tornou-se engenheiro da prefeitura de Irati, exercendo essa função até 1956. Foi ainda presidente do Sindicato dos Engenheiros do Paraná, de 1961 a 1962.

Iniciou sua carreira política em 1961, quando ingressou no Partido Democrata Cristão (PDC). Em outubro do ano seguinte, elegeu-se deputado federal pelo Paraná na legenda da Aliança Movimento Democrático Renovador - formada pelo PDC, pela União Democrática Nacional (UDN) e pelo Partido Trabalhista Nacional (PTN) - com o apoio do então governador Ney Braga, uma das principais lideranças políticas do estado. Assumiu o mandato em fevereiro de 1963.

Com a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart, participou do grupo armado de parlamentares que se dirigiu ao palácio do Planalto para empossar o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, na presidência da República. Terceiro-suplente da mesa diretora da Câmara dos Deputados em 1964, assumiu no ano seguinte a função de terceiro-secretário da casa. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior implantação do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de orientação governista.

Reeleito deputado federal na legenda da Arena em novembro de 1966, participou no mesmo ano das duas reuniões plenárias do Parlamento Latino-Americano, em Quito, no Equador, sendo eleito em ambas secretário regional do encontro. A partir de 1970, exerceu a função de quarto-secretário da Câmara dos Deputados e em novembro voltou a eleger-se na mesma legenda. Vice-líder do seu partido na Câmara dos Deputados em 1971, foi representante do Brasil na reunião plenária do Parlamento Latino-Americano, instalada em 1972 na Guatemala. Participou nessa legislatura de várias comissões técnicas, tendo atuado como membro efetivo das comissões de Transportes, Comunicações e Obras Públicas, de Minas e Energia e de Orçamento da Câmara dos Deputados. Membro de algumas comissões parlamentares de inquérito, foi relator da que se ocupou da investigação da indústria automobilística nacional e da que examinou a questão da empresa Rodovias e Obras (Rodobrás).

Com a morte do governador do Paraná, Pedro Viriato Parigot de Sousa, em julho de 1973, foi indicado pelo então senador e líder da Arena paranaense, Ney Braga, e pelo presidente da República, general Emílio Garrastazu Médici, para completar o período de governo. Derrotando outro candidato arenista à indicação para o cargo, Francisco Acióli Filho, teve seu nome aprovado pela convenção da Arena, sendo, em seguida, em 10 de agosto de 1973, eleito governador por via indireta pela Assembleia Legislativa paranaense. Deixando a Câmara, assumiu o governo em 13 de agosto, permanecendo no cargo até março de 1975, quando foi substituído por Jaime Canet Júnior.

Assumiu em seguida a presidência do Banco do Estado do Paraná, que exerceu até janeiro de 1977. Nessa ocasião, tornou-se auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE), cargo que ocupou até novembro de 1990, quando se aposentou.

Por impedimento constitucional, só pôde filiar-se a partido político após deixar o TCE. Assim, já aposentado, filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL). Após a posse de Roberto Requião no governo do Paraná, em janeiro de 2003, Gomes passou a dar palestras e prestar consultorias sobre temas relacionados à engenharia para técnicos e autoridades do novo governo, especialmente no setor ferroviário. Nesse período, apoiou ativamente a decisão de Roberto Requião de decretar a intervenção do governo do estado, por seis meses, na administração da Ferropar, concessionária que administrava os 248 quilômetros da Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. (Ferroeste), entre Guarapuava e Cascavel. Na ocasião, fez também parte de uma equipe de engenheiros que assessorou o governador na elaboração do decreto para retomar a administração da ferrovia e foi um dos coordenadores do Movimento em Defesa da Ferroeste, lançado pelo governo do estado e que buscava apoio da sociedade para a mesma causa. A partir de 2007, participou do banco de ideias do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), grupo de estudos responsável pelo projeto do trem de alta velocidade entre Curitiba e São Paulo, buscando atrair a atenção de investidores chineses para a iniciativa. Em dezembro 2008, foi eleito por centenas de profissionais da área o engenheiro do ano do Brasil e do Paraná, recebendo a premiação em solenidade organizada pelo IEP e pela Federação dos Engenheiros do Paraná (Febrae).

Casou-se com Diva Pereira Gomes, com quem teve três filhos.