GOMES, Francisco Caruso
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Francisco Caruso Gomes foi membro da Ação Integralista Brasileira (AIB), entidade política de orientação fascista criada em 1932 por Plínio Salgado, cuja atuação baseava-se na defesa do corporativismo e na oposição ao liberalismo e ao comunismo. A AIB foi dissolvida pelo presidente Getúlio Vargas, juntamente com os demais partidos políticos, em dezembro de 1937, logo após a instauração do Estado Novo (10/11/1937). A partir daí, setores do integralismo optaram pela via insurrecional, com o objetivo de depor o governo.
Em março de 1938, Caruso foi um dos chefes de uma conspiração integralista abordada pela ação das autoridades, que tomaram conhecimento do plano e procederam a grande número de prisões. Por ocasião da nova tentativa de golpe integralista em maio do mesmo ano, participou da reunião no quartel-general dos conspiradores, na avenida Niemeyer, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em que foram articulados os últimos preparativos do levante, marcado para a madrugada no dia 11 daquele mês. O movimento previa ataques ao palácio Guanabara, residência do presidente da República, ao Ministério da Marinha e a outros locais estratégicos. Caruso ficou responsável pelo comando do grupo de cem homens encarregados de tomar o quartel da Polícia Central, então chefiada por Filinto Müller. Foi também escolhido para organizar o assalto à residência do ministro da Guerra, general Eurico Dutra. Na noite de 10 maio, entregou a José Landô, chefe do grupo que prenderia o ministro, as armas e o automóvel necessários à ação, que não chegou a efetuar-se devido à desistência de Landô. O ataque à Polícia Central tampouco se concretizou, pois, ao ver alguns carros saírem da garagem do quartel da polícia, o próprio Caruso deu ordem de dispersão a seus homens.
Com o fracasso do levante, desarticulado pelo governo, asilou-se na embaixada da Itália. Em julho de 1938 foi processado pelo Tribunal de Segurança Nacional (TSN).