GONÇALVES, Jerônimo Francisco

Jerônimo Francisco Gonçalves nasceu no Rio de Janeiro, então capital do Império, no dia 16 de dezembro de 1888, filho de Jerônimo Francisco Gonçalves e de Hercília Bastos de Araújo Gonçalves. Seu pai seguiu a carreira naval, alcançando o almirantado e destacando-se no comando da esquadra legalista que esmagou a Revolta da Armada, levante irrompido na baía de Guanabara em oposição ao presidente Floriano Peixoto (1891-1894) em setembro de 1893.

Seguindo a carreira do pai, ingressou na Escola Naval em abril de 1905, alcançando a patente de segundo-tenente em janeiro de 1909 e a de primeiro-tenente em março de 1914. Promovido a capitão-tenente em novembro de 1921 e a capitão-de-corveta em julho de 1932, chegou a capitão-de-fragata em julho de 1937.

Em 1942 sucedeu ao contra-almirante Jorge Dodsworth Martins no comando da força naval do Nordeste. Permaneceu no cargo até agosto do mesmo ano, quando foi substituído pelo capitão-de-mar-e-guerra Alfredo Soares Dutra. Em abril do ano seguinte recebeu a patente de capitão-de-mar-e-guerra e em novembro de 1945, a de contra-almirante. Em junho de 1946, assumiu o comando do I Distrito Naval (DN), sediado no Rio de Janeiro, sucedendo ao contra-almirante Flávio Figueiredo de Medeiros. Deixou o cargo em abril de 1947, quando foi substituído pelo vice-almirante Francisco Rodrigues Silva.

Membro do Conselho do Almirantado em 1948, foi promovido a vice-almirante em julho de 1949 e a almirante-de-esquadra em março de 1952. Foi secretário-geral da Marinha entre janeiro e maio de 1953, quando tornou-se representante da Marinha na Comissão Militar Mista Brasil-EUA, onde permaneceu até fevereiro do ano seguinte. Dois meses depois, passou para a reserva remunerada.

Faleceu no Rio de Janeiro em 22 de dezembro de 1954. Em sua homenagem, uma rua do bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, recebeu seu nome - rua Almirante Gonçalves.

Era casado com Candelária Lobo Gonçalves, com quem teve um filho.