GONÇALVES, Ramiro Tavares
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Ramiro Tavares Gonçalves nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 27 de junho de 1911, filho de Porfírio Gonçalves e de Ana Tavares Gonçalves.
Sentou praça em março de 1928, ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, de onde saiu aspirante em dezembro de 1932. Promovido a segundo-tenente em julho do ano seguinte e a primeiro-tenente em agosto de 1934, foi nessa data incorporado ao 1º Regimento de Cavalaria Divisionária, no Rio de Janeiro, onde permaneceu até janeiro de 1935. Em seguida foi transferido para a Escola de Educação Física do Exército, aí servindo até dezembro do mesmo ano.
Em março de 1936 foi removido para o quartel-general da 5ª Região Militar (5ª RM), sediada em Curitiba, servindo nessa unidade até maio do mesmo ano e de junho a agosto de 1937. Nomeado ainda em julho de 1937 ajudante-de-ordens do general Estêvão Leitão de Carvalho - comandante da 3ª RM, em Porto Alegre -, exerceu a função até dezembro de 1939. Promovido a capitão em agosto de 1940, chegou a major em setembro de 1948, a tenente-coronel em setembro de 1952 e a coronel em abril de 1960.
Após a vitória do movimento político-militar que depôs o presidente João Goulart em 31 de março de 1964, foi designado para a chefia da 3ª Divisão do gabinete do ministro da Guerra, general Artur da Costa e Silva. Em novembro do mesmo ano alcançou o posto de general-de-brigada e, nessa condição, ocupou até 1965 a Secretaria Geral do Ministério do Exército, exercendo ainda o comando da Divisão de Cavalaria, em Santiago (RS). Comandou também a Divisão Blindada, no Rio de Janeiro, de 1967 a 1968, posição graças à qual teve a oportunidade de influir na decisão militar que levou à edição do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro de 1968. Respondeu ainda pelo comando da 9ª RM, sediada em Campo Grande, atual capital de Mato Grosso do Sul. Promovido a general-de-divisão em março de 1969, assumiu em 1971 a chefia da Diretoria Geral de Material Bélico em Brasília. Com a transformação desse órgão em Departamento de Material Bélico do Exército, tornou-se vice-chefe do mesmo, alcançando o posto de general-de-exército em julho de 1973. Nomeado nessa data chefe do Departamento Geral de Pessoal do Exército, em substituição ao general Isaac Nahon, passou para a reserva em março de 1976, transmitindo o cargo ao general Fernando Belfort Bethlem.
Foi também chefe do estado-maior da 2ª RM, sediada em São Paulo, e desempenhou diversas atividades na área do esporte, tendo sido o organizador de olimpíadas militares e dos IV Jogos Pan-Americanos, em São Paulo. Foi presidente da Liga Atlética Rio-Grandense e da Comissão de Desportos do Exército e membro do Comitê Olímpico Brasileiro.
Casou-se com Inês Barbosa Monteiro Gonçalves, de quem teve dois filhos.