GUEDES, Geraldo

Antônio Geraldo de Azevedo Guedes nasceu em Caruaru (PE) no dia 1º de agosto de 1919, filho de Felismino Guedes e de Percina de Azevedo Lira Guedes.

Estudou no Colégio Nóbrega e em 1940 bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Recife, diplomando-se ainda, em 1943, pela Faculdade de Filosofia Manuel da Nóbrega, da Universidade Católica de Pernambuco.

Foi promotor público em Triunfo (PE), secretário da penitenciária de Itamaracá, consultor jurídico do antigo Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários (IAPB), secretário da Prefeitura de Recife, secretário do Interior e Justiça e secretário-geral do governo do estado entre 1955 e 1958, na gestão do general Osvaldo Cordeiro de Farias, de quem se tornaria íntimo colaborador.

Filiado ao Partido Libertador (PL), no pleito de outubro de 1958 foi eleito deputado federal por seu estado com o apoio da Frente Democrática Pernambucana, coligação que reuniu à sua agremiação o Partido Social Democrático (PSD), o Partido Democrata Cristão (PDC), o Partido Republicano Trabalhista (PRT) e o Partido Social Trabalhista (PST). Iniciando o mandato em fevereiro de 1959, a partir de setembro tornou-se vice-líder do PL na Câmara. Já filiado ao PSD, entretanto, voltou a concorrer às eleições de 1962, nas quais obteve uma suplência. Deixou a Câmara em janeiro de 1963 e tornou a ocupar uma cadeira entre julho e outubro desse ano, período em que foi terceiro-secretário da mesa. Novamente chamado à Câmara em abril de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena). Participando das comissões de Serviço Público, de Economia e de Constituição e Justiça, foi ainda escolhido vice-líder da Arena em abril de 1966.

Reeleito na legenda da Arena nos pleitos de 1966 e de 1970, participou nesse período das comissões de Segurança Nacional e de Finanças, foi suplente da Comissão de Relações Exteriores e presidiu o Grupo de Trabalho para o Estudo e a Atualização do Regimento Interno e Reforma do Processo Legislativo. Tornou a eleger-se em 1974, voltando a participar das comissões de Serviço Público e de Relações Exteriores - desta última como suplente -, presidindo a Comissão do Polígono das Secas e atuando como relator parcial da Comissão Especial do Código Civil.

Em 1978 foi novamente reeleito, manifestando-se no ano seguinte a favor da eleição direta dos prefeitos das capitais e contrário ao adiamento das eleições municipais de 1980. Com a extinção do bipartidarismo (29/11/1979) e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS) e voltou a participar como membro efetivo da Comissão de Relações Exteriores e, como suplente, da de Constituição e Justiça. Em 1981 criticou a política econômica do governo para o Nordeste e, alinhando-se aos dissidentes pedessistas, defendeu a candidatura de Djalma Marinho à presidência da Câmara em oposição à de Nélson Marchezan, apoiada pela maioria da bancada e afinal vitoriosa.

Nas eleições de novembro de 1982, candidatou-se à Câmara dos Deputados pelo estado de Pernambuco na legenda do PDS, obtendo apenas uma suplência.

Afastado da carreira política, lecionou história das ideias políticas no curso de pós-graduação da Universidade de Brasília e no Centro de Ensino Unificado de Brasília. Mais tarde, trabalhou no Ministério do Interior durante a gestão de Mário Andreazza (1979-1985). Consultor jurídico do governo do Distrito Federal durante a administração de José Aparecido de Oliveira (1985-1988), foi assessor especial do Ministério da Cultura quando José Aparecido foi titular da pasta (1988-1990).

Em 1997, tornou-se presidente da Associação Brasileira dos Ex-Congressistas, cargo que exercia em fevereiro de 2000.

Casou-se com Velinda Marback de Azevedo Guedes, com quem teve uma filha.