GUIMARÃES, Vilmar
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Vilmar da Silva Guimarães nasceu em Rio Verde (GO) no dia 28 de julho de 1917, filho de José da Silva Guimarães e de Maria Coelho Guimarães.
Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Goiás.
Inimigo político de Pedro Ludovico, interventor federal e governador de Goiás de 1930 a 1945, combateu o regime do Estado Novo, durante o qual foi preso várias vezes. Com a redemocratização do país em 1945, foi um dos fundadores da União Democrática Nacional (UDN), iniciando sua carreira política no pleito de janeiro de 1947, quando se elegeu deputado à Assembleia Constituinte de seu estado. Membro da grande comissão de elaboração da Constituição, foi relator de vários capítulos da nova Carta, e, com a promulgação desta, passou a exercer o mandato ordinário. Nos pleitos de outubro de 1950 e de 1954 reelegeu-se deputado estadual na legenda da UDN, tornando-se membro da Comissão de Justiça e da Comissão de Finanças, primeiro-secretário da mesa e líder do governo na Assembleia.
Em outubro de 1958 candidatou-se a deputado federal por Goiás na legenda da Coligação Democrática, formada pela UDN e pelo Partido Social Progressista (PSP), obtendo a primeira suplência. Deixou a Assembleia Legislativa em janeiro de 1959, tomando assento na Câmara dos Deputados de agosto a dezembro desse ano, e entre agosto de 1960 e junho de 1962. Em outubro seguinte voltou a obter uma suplência de deputado federal na coligação constituída pela UDN, o PSP e o Partido Democrata Cristão (PDC), e, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena).
No pleito de outubro de 1966 elegeu-se deputado federal por Goiás na legenda da Arena, assumindo sua cadeira em fevereiro seguinte. Durante essa legislatura foi membro da Comissão de Finanças, suplente da Comissão de Legislação Social e relator da comissão parlamentar de inquérito sobre o deficit orçamentário da Estrada de Ferro Santa Catarina. Em outubro de 1970 tentou a reeleição, obtendo apenas uma suplência. Assumiu contudo o mandato no ano seguinte e integrou as comissões de Relações Exteriores e do Desenvolvimento da região Centro-Oeste. Nos pleitos de outubro de 1974 e de 1978 voltou a obter uma suplência de deputado federal, tendo assumido uma cadeira na Câmara em fevereiro de 1979. Com a extinção do bipartidarismo em novembro desse ano e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação situacionista que sucedeu à Arena. Nos últimos anos criticou as cassações de mandatos, os casuísmos eleitorais e outros atos de exceção.
Faleceu em Goiânia no dia 14 de janeiro de 1981.
Foi casado com Judite de Bastos Guimarães, com quem teve cinco filhos.
Publicou Razões do nosso rompimento (1946), Aumento da magistratura (1947), A responsabilidade da ONU na guerra entre árabes e judeus (1967), Elas nas cem horas seculares (1967) e Problemas de Goiás e do Brasil Central (1969).