GURGEL, Mário
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Mário Gurgel nasceu em Porto Velho no dia 12 de junho de 1922, filho de Luís Gurgel e de Flora Campos Gurgel.
Comerciário, radicou-se no Espírito Santo, onde iniciou sua carreira política em 1951 como vereador à Câmara Municipal de Vitória. Reeleito em 1954, bacharelou-se no ano seguinte em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito do Espírito Santo, dedicando-se também ao magistério. Nesse mesmo ano afastou-se durante alguns meses da Câmara de Vereadores para ocupar o cargo de oficial-de-gabinete do governador Francisco Lacerda de Aguiar (1955-1959). De volta à Câmara, ainda em 1955, ocupou a sua presidência até junho de 1957, quando assumiu a prefeitura de Vitória em virtude do afastamento do prefeito Adolfo Poli Monjardim. Permaneceu no cargo até agosto de 1958, sendo substituído por Osvaldo Cruz Guimarães e retornando então à Câmara de Vereadores.
No pleito de outubro de 1958 elegeu-se deputado estadual no Espírito Santo na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Reeleito em outubro de 1962 na legenda do Partido Social Progressista (PSP), após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de oposição ao regime militar. Nessa legenda elegeu-se deputado federal pelo Espírito Santo em novembro de 1966, sendo o candidato mais votado de seu partido no estado. Assumiu a cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1967, após haver deixado a Assembleia Legislativa no mês anterior.
Em fevereiro de 1969 teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos com base no Ato Institucional nº 5 (AI-5), editado em 13 de dezembro do ano anterior.
Após a sua cassação, advogou em Brasília, Rio de Janeiro e Vitória, em escritórios particulares, e no Grupo Buas S.A. Em agosto de 1979, teve seus direitos políticos restabelecidos em virtude da assinatura da Lei da Anistia pelo presidente da República, general João Batista Figueiredo. Organizador e primeiro presidente do Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Espírito Santo, agremiação liderada nacionalmente por Leonel Brizola, entre 1983 e 1984 foi presidente do Instituto Estadual para o Bem-Estar do Menor, sediado em Vitória. Foi secretário de Ação Social da Prefeitura de Vitória de 1986 a 1987.
A partir de então afastou-se da vida pública, dedicando-se ao exercício da advocacia e à Casa do Menino, entidade criada por ele na capital capixaba e voltada para a proteção de menores abandonados.
Faleceu em Vitória no dia 4 de janeiro de 1996.
Era casado com Heli Ferreira Gurgel, com quem teve cinco filhos.