GUSMÃO, Carlos Cavalcanti de

Carlos Cavalcanti de Gusmão nasceu no engenho Castanha Grande em São Luís do Quitunde (AL) no dia 11 de setembro de 1885, filho de Manuel Messias de Gusmão Lira.

Estudou no Liceu Alagoano entre 1900 e 1903 e diplomou-se em direito no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 1909. Durante o curso, trabalhou no Cartório de Registro de Títulos e Documentos de José Mariano Carneiro da Cunha, na capital federal.

De volta a Alagoas, tornou-se delegado de polícia em Murici e auxiliar de auditor de guerra. Foi ainda oficial-de-gabinete no governo de Clodoaldo da Fonseca (1912-1915), secretário de Fazenda no governo Batista Acióli (1918-1919), consultor jurídico de Alagoas e delegado-geral do recenseamento em 1920. Foi diretor do Pavilhão de Estatísticas na Exposição Internacional do Centenário (1922-1923).

Integrou a comissão diretora do Partido Economista Democrático de Alagoas, criado a partir da reorganização do Partido Democrata alagoano (extinto em 1930), decidida na convenção de 2 de dezembro de 1932. Contudo, nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte de 1933, o partido não conseguiu eleger nenhum candidato.

Em outubro de 1934 foi eleito deputado federal por Alagoas, exercendo o mandato de julho de 1935 a novembro de 1937, quando, com a instauração do Estado Novo, foram extintas todas as câmaras legislativas do país.

Em 1947 foi nomeado desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas.

Foi fiscal de ensino do Liceu Alagoano, professor da Faculdade de Direito de Alagoas, fundador da Academia Alagoana de Letras e membro do Instituto Histórico de Alagoas.

Atuou como colaborador no Jornal do Comércio e publicou Do arrendamento e da parceria agrícola (1929), Defendendo a verdade (1950) e Boca da grota: reminiscências (1970).

Faleceu em 1974.