HADDAD, Mário

Mário Haddad nasceu em Manaus no dia 23 de dezembro de 1939, filho de Jorge Haddad e de Nazaré Haddad.

Advogado e empresário, ingressou na política filiando-se, em 1967, à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação surgida após a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/65), que passou a dar sustentação ao regime militar instituído no país pelo movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart (1961-1964). Em 1968 bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade do Amazonas. No pleito de novembro desse ano, foi eleito vereador em Manaus nessa legenda, tomando posse na Câmara Municipal em janeiro do ano seguinte e passou a integrar, como titular, a Comissão de Constituição e Justiça.

Em novembro de 1970 elegeu-se deputado estadual na legenda da Arena. Renunciando ao mandato na Câmara Municipal em janeiro de 1971, em fevereiro seguinte assumiu sua cadeira na Assembleia Legislativa, tornando-se vice-líder do governo. Em 1973, com a eleição da nova mesa diretora, foi eleito segundo secretário. Deixando de concorrer à reeleição no pleito de novembro de 1974, concluiu seu mandato no Legislativo amazonense em janeiro do ano seguinte, quando se encerrou a legislatura.

Voltou a disputar novo cargo eletivo no pleito de novembro de 1978, no qual se elegeu deputado federal, sempre na legenda da Arena. Assumindo sua cadeira em fevereiro do ano seguinte, em março licenciou-se do mandato na Câmara por ter sido nomeado secretário do Interior e Justiça do Amazonas no governo José Lindoso (1979-1982). Sua cadeira na Câmara dos Deputados foi ocupada pelo primeiro suplente Rafael Faraco.

Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reorganização partidária, ingressou no ano seguinte no Partido Democrático Social (PDS), agremiação continuadora da Arena. Permaneceu na Secretaria de Justiça até maio de 1982, quando se desincompatibilizou do cargo após ter seu nome homologado pelo partido para candidatar-se a vice-governador na chapa para o governo do estado, encabeçada por Josué Filho. Em seguida, reassumiu seu mandato de deputado federal. No pleito de novembro desse ano não conseguiu se eleger, pois a chapa vencedora foi a do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), encabeçada por Gilberto Mestrinho. Mário Haddad permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro de 1983, quando se encerraram seu mandato e a legislatura.

Nas eleições de novembro de 1986 para a Assembleia Nacional Constituinte, tentou novamente retornar à Câmara dos Deputados, desta vez na legenda do Partido Democrático Trabalhista (PDT), mas obteve apenas a primeira suplência, não tendo chegado a exercer o mandato na legislatura seguinte. A partir de então, abandonou a política e passou a se dedicar às atividades particulares de empresário nas áreas da construção civil e de drogarias.

Casou-se com Maria Rocenilda de Sousa Haddad, com quem teve três filhos.