HENKIN, Henrique
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Henrique Henkin nasceu em Erexim (RS) no dia 13 de janeiro de 1917, filho dos colonos russos Hillel Henkin e Elisa Henkin.
Após o advento do Estado Novo em outubro de 1937 e a nomeação do general Daltro Filho (1937-1938) como interventor do Rio Grande do Sul, Henkin ingressou na polícia gáucha, logo se tornando um dos principais líderes da classe. Bacharando-se pela Faculdade de Direito de Porto Alegre em 1943, passou em seguida a advogar na capital gaúcha. No pleito de outubro de 1958, com o apoio dos policiais do estado, elegeu-se suplente de deputado estadual na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Chefe de polícia do estado do Rio Grande do Sul de 1959 a 1960, no governo de Leonel Brizola, ao deixar o cargo assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa gaúcha.
Reconduzido à Assembleia no pleito de outubro de 1962, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, e em cuja legenda foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul no pleito de novembro de 1966. Deixando a Assembleia em janeiro de 1967, assumiu no mês seguinte uma cadeira na Câmara. Em 30 de dezembro de 1968 teve seu mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos com base no Ato Institucional nº 5, promulgado no dia 13 do mesmo mês.
De volta a Porto Alegre em janeiro de 1969, reabriu seu antigo escritório e voltou a exercer a advocacia.
Com o fim do bipartidarismo, em 21 de novembro de 1979, e a consequente reformulação partidária, foi um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT).
Em 1993, tornou-se presidente do Conselho de Ética do Diretório Estadual do PDT no Rio Grande do Sul.
Casou-se com Berta Henkin, com quem teve três filhos.