KERTZMANN, Marcos
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Marcos Kertzmann nasceu na cidade de São Paulo no dia 28 de julho de 1926, filho de Maurício Kertzmann e de Valentina Kertzmann.
Fez os estudos secundários no Colégio Ipiranga e bacharelou-se em 1957 em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
Advogado com atuação junto à colônia judaica de São Paulo, iniciou sua vida política elegendo-se vereador em outubro de 1963, pelo Movimento Trabalhista Renovador (MTR). Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2, de 27 de outubro de 1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964.
Em novembro de 1966, elegeu-se deputado federal por São Paulo na legenda da Arena. Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, apresentou nessa legislatura o projeto de criação da Atomobrás, que reservava ao Estado o monopólio da pesquisa, lavra e utilização para fins pacíficos dos minérios atômicos, e o de emenda constitucional que propunha o pluripartidarismo, com a fixação do máximo de seis partidos e a proibição de coligações partidárias. Proferiu também vários discursos contra a infiltração estrangeira na imprensa, foi vice-presidente da Comissão de Finanças e participou da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.
Foi, na mesma época, diretor das empresas M. Kertzmann Seguros e Engenharia e Construções Japurá, e ainda da Associação dos Comerciantes e Industriais de Tecidos e Artefatos de São Paulo. Dirigiu também a livraria Ponto de Encontro e foi fundador da Editora Perspectiva.
Em janeiro de 1969, teve seu mandato cassado com base no Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, e os direitos políticos suspensos por dez anos. Afastou-se então da vida pública, até a decretação da anistia pelo presidente da República João Batista Figueiredo, em agosto de 1979. Com a extinção do bipartidarismo em novembro deste ano e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), fundado em maio de 1980, e foi eleito vice-presidente do seu diretório regional em São Paulo.
Em maio de 1981, alegando que Ivete Vargas, presidente nacional do PTB, boicotara a divulgação de uma moção por ele apresentada e aprovada pelo partido condenando a Lei de Segurança Nacional, desligou-se do PTB. Segundo afirmou, Ivete Vargas teria se desculpado junto a autoridade do governo pelo envio da moção ao presidente Figueiredo. Filiou-se então ao Partido Democrático Trabalhista (PDT).
Em 1988, desligou-se do PDT, sendo um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), legenda pela qual candidatou-se a uma cadeira na Câmara dos Vereadores de São Paulo, obtendo a 1ª suplência. Exerceu o mandato por poucos meses durante a votação da Constituição municipal, sendo um dos seus signatários. Deixando a Câmara, passou a atuar como corretor de seguros.
Ao longo de sua vida, Marcos Kertzmann foi também presidente de honra da Música a Serviço do Bem, presidente honorário da comissão de construção da Escola Lubaretch, diretor da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), membro do conselho consultivo do Lar Escola São Francisco e da Sociedade Geográfica Brasileira, membro da Sociedade de Veteranos do Movimento de 1932, membro do conselho deliberativo do Círculo Israelita de São Paulo e do conselho consultivo do Centro de Reabilitação de São Paulo e membro da diretoria do Instituto de Reabilitação para Crianças Excepcionais.
Na área empresarial foi membro do conselho fiscal da Confiança Crédito Financeiro e Investimentos e do Banco de Expansão Industrial de São Paulo e diretor da agência de propaganda Astro Publicidades e da Sociedade Casablanca de Turismo e Passagens, agência internacional de turismo e viagens.
Casou-se com Araci Adensohn Kertzmann, com quem teve dois filhos.