ANDRADE, Segismundo

Segismundo Andrade nasceu em Pão de Açúcar (AL) no dia 19 de julho de 1922, filho de José Gonçalves de Andrade e de Maria Etelvina de Andrade.

Fez o curso secundário no Colégio Tobias Barreto, em Sergipe, e no Instituto Carneiro Leão, em Recife. Ingressou na Faculdade de Direito na capital pernambucana e, durante o período de desagregação do Estado Novo (1937-1945) e de redemocratização do país, filiou-se no início de 1945 à União Democrática Nacional (UDN), agremiação que congregava setores de oposição ao regime. Concluído o curso universitário em 1946, elegeu-se em janeiro do ano seguinte deputado à Assembleia Constituinte de Alagoas, na legenda da UDN. Participou dos trabalhos constituintes como membro da Comissão Constitucional, e, após a promulgação da nova Carta estadual, passou a exercer o mandato ordinário. Reelegeu-se em outubro de 1950, iniciando seu segundo mandato em fevereiro do ano seguinte.

Em outubro de 1954 concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados por Alagoas na legenda da UDN. Eleito, concluiu o mandato estadual em janeiro de 1955, assumindo sua cadeira como deputado federal no mês seguinte. Ainda em 1955 tornou-se vice-líder da UDN na Câmara e presidente regional do partido, funções que exerceria até 1960. Reeleito em 1958 e em 1962, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Reeleito na legenda da Arena em novembro de 1966, exerceu o mandato até janeiro de 1971, não mais retornando à Câmara.

Durante sua atuação parlamentar, integrou as comissões de Orçamento, de Relações Exteriores e de Educação da Câmara dos Deputados. Segundo o Correio Brasiliense, era favorável ao intervencionismo econômico e ao monopólio estatal do petróleo, dos minérios atômicos, da eletricidade e das telecomunicações, mas fazia restrições à intervenção estatal nos transportes ferroviários e marítimos em virtude dos crescentes déficits registrados pelas empresas de cabotagem e pela Rede Ferroviária Federal, que representavam um ônus para o orçamento da União. Ainda de acordo com a fonte citada, era partidário da execução de uma reforma agrária de natureza cooperativista, através da desapropriação dos latifúndios improdutivos por interesse social. Nesse caso, na sua opinião, o Estado deveria assistir o lavrador, proporcionando-lhe crédito, preços mínimos, transportes e completa assistência sanitária e educacional. Católico, defendia as indicações da encíclica Mater et magistra, não tendo apoiado proposições divorcistas surgidas na Câmara.

Abandonando a carreira política, passou a dedicar-se a atividades de sua usina de açúcar em Alagoas. Posteriormente, ingressou no setor de vendas de automóveis em Maceió.

Casou-se com Helena Sarmento de Andrade, com quem teve dois filhos.