LEÃO, João
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João Felipe de Sousa Leão nasceu no Recife no dia 27 de fevereiro de 1946, filho de Luís Felipe de Sousa Leão e de Maria Pacheco de Sousa Leão.
Formou-se em agronomia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em 1968, ano em que exerceu a secretaria-geral da União dos Estudantes Agrícolas.
Radicado em Lauro de Freitas (BA), município da região metropolitana de Salvador, desenvolveu intensa atividade empresarial, tornando-se diretor-presidente da Mobiterra Engenharia Indústria e Comércio Ltda. (1970), da Terraplac Artefatos de Cimento Indústria e Comércio Ltda. e da Terraplac Construções Ltda. (1972) e da Placer Indústria e Comércio Ltda. (1980).
Iniciou a carreira política em novembro de 1988, elegendo-se prefeito de Lauro de Freitas, na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). No exercício do cargo participou do 2º Congresso Brasileiro de Integração Municipal e do 2º Congresso Baiano de Municípios, ambos realizados em Salvador (1990). Encerrou o mandato em 31 de dezembro de 1992.
Em 1993, deixou a presidência das quatro empresas que dirigia e filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), concorrendo em outubro de 1994 a uma vaga na Câmara dos Deputados. Eleito, foi indicado para a vice-liderança do partido, e integrou a Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior, da qual seria segundo vice-presidente nos dois anos seguintes; a comissão especial de Viabilização dos Projetos Públicos Federais de Irrigação e Recursos Hídricos; e como suplente, a Comissão de Viação e Transportes.
Membro da delegação que compareceu ao Congresso da Associação Interparlamentar de Turismo, realizado em Washington, nos Estados Unidos, em 1995 votou a favor da quebra do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, exploração de petróleo, distribuição de gás canalizado e navegação de cabotagem; da mudança do conceito de empresa nacional; da prorrogação por 18 meses do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo gastar até 20% da arrecadação vinculada às áreas de saúde e de educação.
Titular da Comissão de Viação e Transportes e suplente da Comissão de Agricultura e Política Rural, em junho de 1996 votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação financeira (IPMF), fonte suplementar de recursos destinados à saúde.
Em dezembro, na condição de integrante da Comissão Mista do Orçamento, depôs como testemunha perante a comissão de sindicância da Câmara que investigava denúncias de corrupção contra o líder do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), deputado Pedrinho Abrão (PTB-GO). Leão revelou ter ouvido Alfredo Moreira, diretor da empreiteira Andrade Gutierrez, dizer que recebera proposta de propina por parte de Abrão, em presença do deputado Pinheiro Landim (PMDB-CE). Na ocasião, negociava-se porcentagem de 4% contra a liberação das verbas para a finalização de obras na barragem do Castanhão.
Em janeiro/fevereiro de 1997 João Leão votou a favor da emenda que previa a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos, sem necessidade de desincompatibilização. E em novembro, pela quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa. Em 1997 tomou parte na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle e foi suplente da Comissão de Finanças e Tributação.
Suplente das comissões de Constituição e Justiça, de Relações Exteriores, e de Defesa Nacional, no pleito realizado em outubro de 1998 reelegeu-se pela legenda do PSDB. Em novembro votou a favor do teto de 1.200 reais, para aposentadorias no setor público, e o estabelecimento de idade e tempo de contribuição mínimos, para os trabalhadores no setor privado, itens da reforma da previdência. Iniciou o novo mandato em fevereiro de 1999.
Dois anos depois, transferiu-se para o Partido Progressista Brasileiro (PPB), e por esta legenda renovou seu mandato para a Câmara, nas eleições de 2002. Mas já no ano seguinte, o primeiro da nova legislatura, mudou novamente de partido, ingressando nas fileiras do Partido Liberal (PL), que participava da base de sustentação do Governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2007). Exerceu a vice-liderança do Governo na Câmara, de 2004 a 2006, ano em que se reelegeria, mais uma vez, não sem que um ano antes, tivesse mudado novamente de agremiação, dessa vez para o Partido Progressista (PP).
Tomou posse novamente, como representante da Bahia na Câmara dos Deputados, em fevereiro de 2007. Dois anos mais tarde, porém, licenciou-se do mandato para assumir, em agosto de 2009, a Secretaria Estadual de Infra-Estrutura da Bahia, no Governo Jaques Wagner (2007-2011).
Em março de 2010, no entanto, retomou o mandato parlamentar a fim de tornar-se apto a disputar as eleições previstas para outubro. Nestas, concorreu novamente pelo PP, e, na ocasião, obteve mais de 200 mil votos. Com isso, logrou êxito e foi empossado na legislatura seguinte, iniciada em fevereiro de 2011. No mês seguinte, porém, licenciou-se do exercício parlamentar para assumir o cargo de chefe da casa civil da prefeitura de Salvador, onde permaneceu por um ano.
De volta à Câmara dos Deputados em Março de 2012, passou a integrar, na condição de titular, a Comissão Permanente de Viação e Transportes (CVT) e também a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) do Congresso.
Em 2014, lançou-se candidato a vice-governador do Estado da Bahia, na chapa encabeçada por Rui Costa, do PT, e que contava ainda com outros seis partidos na coligação Pra Bahia Mudar Mais.
Casou-se com Maria Teresa Vasquez de Sousa Leão, com quem teve dois filhos.