ANDRADE, Tasso

José Tasso Oliveira Andrade nasceu em João Pessoa no dia 19 de abril de 1942, filho do político Raimundo Araújo de Andrade, deputado federal pelo Espírito Santo de 1963 a 1970, e de Maria das Vitórias Oliveira de Andrade.

Secretário do prefeito e secretário municipal de Obras de Cachoeiro do Itapemirim (ES) de 1958 a 1962, durante a gestão de seu pai na prefeitura, cursou em seguida a Escola Nacional de Engenharia, no Rio de Janeiro, então estado da Guanabara, pela qual se formou engenheiro de saneamento e de estradas em 1969, e a Faculdade de Ciências Econômicas Cândido Mendes, pela qual se formou em 1970.

Em novembro desse mesmo ano, elegeu-se deputado federal pelo Espírito Santo na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar vigente no país desde abril de 1964, dando continuidade ao trabalho político de seu pai. Assumindo o mandato em fevereiro de 1971, integrou durante a legislatura a Comissão de Minas e Energia, além de ter sido suplente das comissões de Agricultura e Política Rural e de Saúde da Câmara dos Deputados.

Candidato à reeleição no pleito de novembro de 1974, obteve apenas a segunda suplência de deputado federal pela Arena capixaba. Encerrando seu primeiro mandato em janeiro de 1975, não mais retornou à Câmara.

Diretor de Administração e Suprimentos da Espírito Santo Centrais Elétricas S.A. (Escelsa) entre 1976 e 1986, assumiu a presidência da empresa, exercendo-a até o ano seguinte.

Filiado ao Partido da Frente Liberal (PFL) em 1986, elegeu-se deputado estadual por essa legenda no pleito de novembro daquele ano. Iniciou o mandato no começo do ano seguinte, deixando a Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES) em 1991. Em outubro do ano seguinte, elegeu-se prefeito de Cachoeiro do Itapemirim, assumindo o mandato em janeiro de 1993. Em 1995, tornou-se presidente do diretório do PFL no Espírito Santo, cargo para o qual seria reeleito em 1998.

Após deixar a prefeitura de Cachoeiro do Itapemirim em dezembro de 1996, voltou a disputar uma vaga no Legislativo estadual, sempre pelo PFL, em outubro de 1998. No entanto, não assumiu o mandato por ter sido nomeado, pelo governador José Inácio Ferreira, secretário-chefe do Gabinete Civil do Espírito Santo, cargo que ocupava em maio de 2000.

No pleito de outubro de 2002 elegeu-se deputado estadual na legenda do Partido Trabalhista Cristão (PTC) com 27.551 votos. Em 2003, foi indicado líder do PTC na Assembleia Legislativa. Nesse mesmo ano, contudo, foi afastado da Assembleia por dois meses, entre fevereiro e abril de 2003, junto com outros seis deputados estaduais, por terem sido acusados de improbidade administrativa ao receberem um incentivo para reeleição de José Carlos Gratz, membro do Partido da Frente Liberal (PFL) para a presidência da ALES em 2000. Recorreu à decisão no Tribunal de Justiça, mas não obteve êxito. Gratz acabou renunciando ao cargo em janeiro de 2003, e o deputado estadual Cláudio Vereza, do Partido dos Trabalhadores (PT) foi indicado para presidir o Legislativo capixaba durante o biênio 2003-2004. Tasso Andrade retornou a Assembleia Legislativa, após determinação do ministro Humberto Gomes de Barros, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No ano seguinte, porém, foi novamente suspenso de suas atividades parlamentares, desta vez por sido denunciado por tentativa de peculato e abuso de poder, praticado quando ainda ocupava o cargo de secretário da Casa Civil. A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal (MPF) no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Foram denunciados também o ex-governador do Espírito Santo José Ignácio Ferreira e outros 20 deputados estaduais, este caso ficou conhecido na mídia, segundo a Folha de São Paulo, como “mensalinho capixaba”.

Em março de 2006, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) protocolou na Vara da Fazenda Pública Estadual, em Vitória, uma ação de improbidade administrativa pelo recebimento indevido de diárias da Assembleia Legislativa e por desvio de verbas públicas contra Tasso, ocorridos durante a gestão de Carlos Gratz à frente da ALES, entre 1998 e 2002.

Foi afastado do mandato pela última vez, entre abril e maio de 2006, pelo juiz Izaías Eduardo da Silva, da Vara dos Feitos da Fazenda Pública de Vitória. O afastamento foi motivado pela denúncia de recebimento ilegal de dinheiro público, na época em que Tasso Andrade era chefe da Casa Civil, no governo de José Inácio Ferreira. Ainda nesse mesmo ano, a Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação da Assembleia Legislativa votou o pedido de cassação de seu mandato, tendo sido absolvido por 14 votos a 12 e um nulo.

Durante o mandato, de 2003 a 2006, foi presidente da Comissão de Saúde, Saneamento e Assistência Social, e participou como membro efetivo das seguintes comissões: Educação e Cultura; Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização e Tomadas de Contas; e Segurança. Em 2005, foi nomeado presidente da Comissão Especial do Mercosul da Assembleia Legislativa do Espírito Santo e em 2005 foi anfitrião do Encontro Nacional da União de Parlamentares do Mercosul (UPM) – Bloco UPM.

De volta ao PFL em 2005, tentando a reeleição por essa legenda em outubro de 2006, mas não obteve sucesso.

Casou-se com Márcia Bresinke Andrade, com quem teve duas filhas.