ANDRADE, Teófilo

Teófilo Ribeiro de Andrade Filho nasceu em São João da Boa Vista (SP) no dia 5 de maio de 1922, filho de Teófilo Ribeiro de Andrade, deputado estadual paulista de 1912 a 1928, e de Silvia de Oliveira Andrade.

Formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo em 1946, passando a exercer a advocacia na capital do estado e ocupando diversos postos na seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil.

Em 1953 foi chefe de gabinete do prefeito de São Paulo, Jânio Quadros (1953-1954). Entre 1959 e 1963, foi presidente da Caixa Econômica do Estado de São Paulo, durante a gestão do governador Carvalho Pinto (1959-1963).

Elegeu-se no pleito de 7 de outubro de 1962 deputado federal por São Paulo, na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC), contando com o apoio da Aliança Eleitoral pela Família (Alef), associação católica empenhada em apoiar políticos comprometidos com a visão da Igreja acerca dos problemas sociais. Exerceu o mandato de 1º. de fevereiro de 1963 a 31 de janeiro de 1967.

Logo após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, em 17 de abril foi feito vice-líder de seu partido, alcançando em junho a vice-liderança do bloco parlamentar da maioria. A partir de abril de 1965, foi líder do bloco parlamentar dos pequenos partidos, integrado pelo Partido Social Progressista (PSP), Partido Trabalhista Nacional (PTN), Partido Social Trabalhista (PST), Partido Republicano (PR), Movimento Trabalhista Renovador (MTR) e Partido Democrata Cristão (PDC). Líder de seu partido a partir de junho seguinte, voltou à vice-liderança do bloco parlamentar dos pequenos partidos em setembro de 1965.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº.2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se em 1966 ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar, cuja vice-liderança assumiu em maio desse ano. Na Câmara, pertenceu às comissões de Relações Exteriores, de Economia e de Constituição e Justiça. No pleito de novembro daquele ano, candidatou-se à reeleição na legenda emedebista, mas obteve apenas uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro do ano seguinte, ao término da legislatura.

Em 1967, na administração do brigadeiro José Vicente Faria Lima, assumiu a Secretaria Municipal de Negócios Internos e Jurídicos da capital paulista, onde permaneceu até 1969, quando foi nomeado presidente do Tribunal de Contas do município. Em 1975, com a ascensão de Olavo Setúbal à prefeitura, retornou à mesma secretaria, afastando-se dois anos depois. Retornando à advocacia em escritório próprio, em 1979 tornou-se professor de teoria geral do estado e direito administrativo da Faculdade de Direito de Osasco, permanecendo nesta função até 1996.

Casou-se com Alda Assunção do Amaral Andrade, com quem teve duas filhas.