LEITE, Ramalho

Severino Ramalho Leite nasceu em Bananeiras (PB) no dia 6 de outubro de 1943, filho de Arlindo Rodrigues Ramalho e de Maria Eurídice Leite Ramalho.

Jornalista e advogado, formado em 1967 pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, Ramalho Leite começou na política em 1965, ingressando na recém-criada Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Em outubro de 1965 elegeu-se vereador em Borborema (PB). Assumindo o mandato em janeiro do ano seguinte, foi eleito presidente da Câmara Municipal, cargo para o qual se reelegeu em 1968. Em novembro desse ano não conseguiu se reeleger vereador e deixou a Câmara em janeiro. Em 1970 foi nomeado promotor de Justiça em João Pessoa, cargo que exerceu até o ano seguinte. Ainda em 1970, em novembro, concorreu a uma cadeira de deputado estadual, conseguindo apenas uma suplência. Em 1972 tornou-se procurador do estado da Paraíba.

Em novembro de 1974 elegeu-se deputado estadual na legenda da Arena. Assumindo sua cadeira na Assembleia Legislativa em janeiro de 1975, integrou a Comissão de Economia, da qual tornou-se presidente. Reelegeu-se em novembro de 1978. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se, no ano seguinte, ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena no apoio ao governo. Em 1981 filiou-se ao Partido Popular (PP), do qual se tornou vice-líder. Com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em fevereiro de 1982, Ramalho Leite se filiou a esse partido e continuou na vice-liderança. Reelegeu-se deputado estadual em novembro desse ano. Em 1984 tornou-se primeiro-secretário da Assembleia e em 1986 assumiu a liderança do partido. Em novembro elegeu-se deputado estadual constituinte.

Assumindo novo mandato em janeiro de 1987, permaneceu líder do partido. Nessa legislatura, participou da elaboração da nova Constituição estadual, cujos trabalhos se iniciaram após a promulgação da Constituição Federal em 5 de outubro de 1988. Em fevereiro do ano seguinte, apoiado pelo então governador Tarcísio Buriti, concorreu à presidência do Legislativo paraibano, tendo sido derrotado pelo candidato dissidente João Fernandes, que tinha apoio dos partidos de oposição. Em 1990 deixou o PMDB e se filiou ao Partido da Reconstrução Nacional (PRN), em cuja legenda o ex-governador de Alagoas Fernando Collor se elegera presidente da República. Em outubro, Ramalho Leite concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas conseguiu apenas uma suplência.

No ano seguinte deixou o PRN e retornou ao PDS. No dia 7 de novembro de 1991 assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados, na vaga aberta com a licença médica do deputado Ivan Buriti, exercendo o mandato até 10 de março de 1992. Voltou à Câmara em 20 de abril de 1993, devido à nova licença de Buriti, e exerceu o mandato até 27 de agosto. Nesse ano, o PDS se fundiu ao Partido Democrata Cristão (PDC), resultando daí o Partido Progressista Reformador (PPR), ao qual Ramalho Leite se filiou. Porém, deixou essa agremiação ainda em 1993, filiando-se ao Partido da Frente Liberal (PFL). Durante o período em que esteve na Câmara dos Deputados, integrou, como titular, a Comissão de Seguridade Social e Família e a Comissão Especial de Política Nacional de Habitação, e como suplente a Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias.

Em outubro de 1994 não se candidatou a nenhum cargo eletivo.

Passou a se dedicar à advocacia, fixando residência na capital paraibana. Posteriormente, ocupou a presidência do Instituto de Previdência do Estado da Paraíba (PB-Prev).

Em outubro de 2009, ainda residia em João Pessoa.

Casou-se com Marta Eleonora Aragão Ramalho, com quem teve quatro filhos.