ANGELIM, Ângelo

Ângelo Angelim nasceu em Capivari (SP) no dia 21 de janeiro de 1935, filho de Salvador Angelim e de Ana Capriolli.

Em 1967 iniciou o curso de letras da Universidade de São Paulo (USP) e no ano seguinte começou a lecionar. Frequentando também os cursos de filosofia pura e de administração da USP, graduou-se nos três cursos em 1972.

Em 1977 transferiu-se para Rondônia, vindo a trabalhar na indústria de madeira Serraria Pau-Brasil, de sua propriedade. No mesmo ano tornou-se secretário de Educação do município de Vilhena (RO), acumulando o cargo com o de administrador do então distrito e atual município de Colorado D’Oeste (RO). No pleito de novembro de 1982 elegeu-se deputado estadual em Rondônia na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Assumindo o mandato no início de 1983, foi escolhido segundo-secretário da mesa e, posteriormente, presidente da Assembleia Legislativa.

Em abril de 1985, foi nomeado pelo presidente José Sarney (1985-1990) governador de Rondônia, em substituição a Jorge Teixeira (1979-1985), até a posse do governador a ser eleito em novembro de 1986. Segundo declarou, sua indicação “resultou de um consenso entre o PMDB e a Frente Liberal”. Embora tenha encontrado resistências de parlamentares que pretendiam o cargo, e de adversários políticos como o senador Odacir Soares, do Partido Democrático Social (PDS), seu nome foi aprovado pelo Senado em maio seguinte. Renunciando à cadeira na Assembleia Legislativa, assumiu o governo e apontou como prioridades de sua gestão o atendimento aos pequenos produtores agrícolas, o investimento nas áreas de saúde, educação, energia elétrica e proteção ao meio ambiente, e a reivindicação junto ao governo federal de um tratamento diferenciado para Rondônia, devido aos problemas decorrentes da intensa migração para o estado.

Em abril de 1986, foi acusado de corrupção pelo senador Odacir Soares, com o respaldo dos senadores Galvão Modesto e Claudionor Roriz, ambos do PMDB, e por quase toda a bancada federal de Rondônia. Não se tendo desincompatibilizado do cargo de governador no prazo estipulado (até fevereiro de 1986), não pôde concorrer a cargo eletivo nas eleições de novembro, e em março de 1987 passou o governo de Rondônia para o primeiro governador eleito do estado, Jerônimo Santana.

Na noite de 21 de dezembro de 1988, foi sequestrado por um desconhecido, juntamente com sua família, e libertado menos de uma hora depois mediante pagamento de resgate. No pleito de outubro de 1990, candidatou-se ao Senado na legenda do Partido Trabalhista Renovador (PTR), mas não foi eleito. Retirando-se da cena política, passou a administrar uma fazenda de sua propriedade no interior do estado.

Casou-se com Elisabeth Maria Ansiliero Angelim, com quem teve dois filhos.