ANSCHAU, Afonso
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Pedro Afonso Anschau nasceu em Cerro Largo (RS) no dia 17 de novembro de 1925, filho de Jacob Anschau e de Maria Luísa Anschau.
Fez o curso primário em sua cidade natal e estudou secretariado e contabilidade em Montenegro (RS), concluindo este último curso em 1945. Desenvolvendo atividades profissionais em escritório próprio, transferiu-se para Criciumal (RS), onde se tornou comerciante. Filiado ao Partido de Representação Popular (PRP), elegeu-se em 1951 vereador na cidade gaúcha de Três Passos.
No pleito de outubro de 1954 elegeu-se deputado à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul na legenda do PRP. Encerrando o mandato de vereador, foi empossado deputado estadual em fevereiro de 1955. Na Assembleia Legislativa gaúcha, integrou as comissões de Agricultura, de Divisão Territorial e de Educação e Cultura da Assembleia e em 1956 foi o primeiro secretário da mesa. Reeleito em outubro de 1958, nesse mesmo ano voltou a ocupar o cargo de primeiro secretário. Presidente da Assembleia em 1960, nessa condição substituiu em 27 ocasiões o governador Leonel Brizola.
Em outubro de 1962 concorreu à Câmara dos Deputados na legenda da Ação Democrática Popular, integrada pelo PRP, pelo Partido Social Democrático (PSD), pelo Partido Libertador (PL), pela União Democrática Nacional (UDN) e pelo Partido Democrata Cristão (PDC). Eleito, assumiu em fevereiro de 1963, após ter concluído seu mandato estadual no mês anterior. Nessa legislatura foi membro suplente da Comissão de Segurança Nacional. Em abril de 1964 tornou-se vice-líder do PRP na Câmara. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a consequente implantação do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instalado no país em abril de 1964.
De acordo com o Correio Brasiliense, edição de outubro de 1964, considerava necessária uma reforma constitucional que adaptasse as instituições do país às necessidades do desenvolvimento e da justiça distributiva. Apoiava uma reforma agrária cooperativista, sem necessidade de experiências coletivistas, com amparo integral ao homem do campo e com vistas ao aumento da produtividade e à justa distribuição da propriedade fundiária. Nesse sentido, era favorável à desapropriação dos latifúndios e minifúndios improdutivos, pagos os primeiros em títulos com cláusula de correção monetária e os últimos com indenização em dinheiro. Ainda segundo a fonte citada, era adepto das reformas bancária - para imprimir maior eficiência ao crédito para a produção - , eleitoral - com a extensão da cédula única a todos os pleitos - e administrativa - com a unificação das pastas militares -, bem como da aplicação de medidas de contenção ao poder econômico. No campo da política externa, defendia o estabelecimento de relações diplomáticas e comerciais com todos os povos do mundo, mas sob rigorosa fiscalização quando envolvessem países da área socialista, já que, no seu entender, eles não vinham saldando em dia seus compromissos de pagamentos.
Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1967, não tendo disputado a reeleição em outubro do ano anterior. Em novembro de 1970 candidatou-se a uma vaga na Assembleia Legislativa gaúcha, ainda pela Arena, sendo desta vez bem sucedido. Iniciou o mandato em fevereiro do ano seguinte, concluindo-o em 1975, quando encerrou a vida política. A partir de então, passou a assessorar empresas privadas na área de seguros, dentre as quais a Companhia do Sul de Abastecimentos, atividade que exerceu até 1992, ano em que aposentou-se.
Casou-se com Maria Vitória Anschau, com quem teve cinco filhos.
Em julho de 2000 residia em Nova Petrópolis (RS).