LIMA, Rodolfo Mota

Rodolfo Pinto da Mota Lima nasceu na cidade de Alagoas (AL) em 22 de fevereiro de 1891, filho de Joaquim Pinto da Mota Lima e de Joana Rego da Mota Lima. Seus irmãos Paulo e Pedro Mota Lima foram também jornalistas, tendo o segundo dirigido vários periódicos vinculados ao Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB).

Depois de fazer os primeiros estudos em sua cidade natal, Rodolfo Mota Lima transferiu-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde concluiu o curso secundário.

Exerceu atividade jornalística como redator do diário Correio da Manhã em 1911 e redator-secretário de A Notícia até 1920. Pertencendo ao Partido Liberal Democrata, em 1922 envolveu-se com os “tenentes” que em julho desse ano se levantaram contra as punições impostas aos militares pelo governo de Epitácio Pessoa e a eleição de Artur Bernardes à presidência da República. Em 1925 foi preso por motivos políticos.

Tendo participado ativamente do movimento revolucionário de 3 de outubro de 1930, que depôs o presidente Washington Luís e instaurou nova ordem política no país sob a chefia de Getúlio Vargas, em 1931 tornou-se funcionário municipal no Rio de Janeiro. Entrou ainda para o Clube 3 de Outubro, organização criada em maio de 1931 para congregar as correntes tenentistas partidárias da manutenção e do aprofundamento das reformas instituídas pela revolução. Em 1933 participou do Congresso de Educação realizado em Niterói e passou a integrar a diretoria do Clube 3 de Outubro como segundo vice-presidente, cargo que manteria até a extinção da entidade em 1935.

No pleito de outubro de 1934 elegeu-se deputado federal por Alagoas, assumindo o mandato em maio do ano seguinte. Na Câmara projetou-se como um dos fundadores, em novembro de 1935, do grupo parlamentar Pró-Liberdades Populares. Combatendo o fascismo, condenou a ascensão dos nacionalistas espanhóis, a invasão da Abissínia pelos italianos e a atuação dos integralistas no Brasil. Ocupou sua cadeira na Câmara até o dia 10 de novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo suprimiu os órgãos legislativos do país, e ainda nesse ano foi preso em virtude de sua militância política.

Durante o período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) voltou a exercer função jornalística em O Globo. Diretor do Departamento de Renda e Licenças da Prefeitura do Distrito Federal até 1943, nesse ano elegeu-se presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do estado do Rio de Janeiro. Ainda em 1943 viajou aos Estados Unidos a convite do Press Club de Washington e em 1945 assumiu a direção do Departamento de Pessoal da Prefeitura do Distrito Federal.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 8 de março de 1948.

Era casado com Laura Sousa de Mota Lima, com quem teve seis filhos.