LIMA, Sousa
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Álvaro Pereira de Sousa Lima nasceu em Juiz de Fora (MG) no dia 23 de maio de 1890, filho de Vítor Manuel de Sousa Lima e de Dalila Pereira de Sousa Lima.
Fez os estudos secundários no Colégio São Luís, em Itu (SP), iniciando em seguida o curso de engenharia na Escola Politécnica de São Paulo. Ainda estudante, foi auxiliar de laboratório de física industrial e de eletrônica e exerceu as funções de presidente do Grêmio Politécnico e de diretor da revista dessa agremiação. Formou-se em 1914 e logo depois ocupou o cargo de assistente das cadeiras de máquinas e motores térmicos em sua escola.
Trabalhou mais tarde como engenheiro residente da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, na qual chegou à chefia da comissão de obras novas e, finalmente, ao cargo de diretor. Em 1929, foi sócio-fundador do Instituto de Engenharia de São Paulo, cuja presidência chegou a exercer interinamente de 1930 a 1931, quando deixou de integrar também o conselho diretor da mesma entidade.
Ao eclodir a Revolução Constitucionalista de 1932, aderiu às forças legalistas que combateram os revolucionários paulistas e foi comissionado no posto de tenente junto aos serviços de engenharia da Frente Norte. Após ferir-se em acidente no rio Paraíba durante a luta, recebeu a patente de major.
Em 1944 foi nomeado assistente responsável pelo Setor de Produção Industrial (SPI) da Coordenação da Mobilização Econômica, órgão criado em setembro de 1942 com o objetivo de assegurar a defesa da economia brasileira diante dos problemas causados pela Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Em 1947, assumiu o cargo de secretário de Viação e Obras Públicas de São Paulo, no governo de Ademar de Barros (1947-1951), sendo nomeado, em 1948, vice-presidente da Comissão do Plano Geral de Viação Nacional, vinculado ao Ministério de Viação e Obras Públicas.
Em janeiro de 1951, quando Getúlio Vargas assumiu a presidência da República iniciando seu segundo governo constitucional, Sousa Lima foi empossado no Ministério de Viação e Obras Públicas. Sua administração teve que enfrentar de imediato a situação de crise provocada pela seca do Nordeste, tendo sido elaborados planos especiais de obras visando atender à população flagelada. Foram implementadas medidas para a ampliação e o reaparelhamento dos portos nacionais e, em junho de 1952, foi criada a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento dos Transportes.
No início de 1953, a imprensa intensificou as críticas ao governo de Getúlio, num momento em que o custo de vida crescia em ritmo acelerado. No plano político, o governo esbarrava na oposição parlamentar que dificultava a aprovação dos projetos de seu interesse. Em consequência das pressões que vinha sofrendo, o presidente decidiu promover, em junho, uma ampla reforma ministerial, ocasião em que Sousa Lima foi substituído na pasta da Viação por José Américo de Almeida, até então governador da Paraíba.
Em setembro de 1954 - logo após o suicídio de Vargas (24/8/1954) e a posse do vice-presidente João Café Filho -, Sousa Lima foi nomeado para a presidência do Conselho Rodoviário Nacional, que, a partir de março de 1955, exerceu cumulativamente com a direção geral do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER). Exonerou-se de ambas as funções em novembro de 1956.
Diretor do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) de São Paulo, entidade que representou o governo paulista no ato de constituição da Central Elétrica de Furnas, ocorrido em 1957, tornou-se, a partir de então, e por conta desse cargo, membro do conselho de administração dessa empresa estatal. Integrou o conselho até o seu falecimento.
Ao longo de sua vida, foi ainda diretor-ajudante da Estrada de Ferro Sorocabana, diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo, membro do Conselho Florestal e do Tribunal de Tarifas do mesmo estado, onde ocupou também a direção geral do Departamento de Municipalidades. Chefiou o laboratório de ensaios e de fiscalização da Fábrica de Tubos da Adutora de Ribeirão das Lajes, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal e foi engenheiro-chefe da seção de estudos (construção civil) da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda (RJ).
Faleceu na cidade de São Paulo em 1968.
Era casado com Celeida Pereira de Sousa Lima, com quem teve cinco filhos.
Em sua homenagem, a hidrelétrica de Bariri, no rio Tietê, em São Paulo, foi oficialmente denominada usina Álvaro Sousa Lima.