LINS, Genésio
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Genésio Miranda Lins nasceu em Itajaí (SC) no dia 26 de agosto de 1903, filho de Eduardo Pessoa Lins e de Maria Julieta Miranda Lins.
Concluiu o curso primário no Grupo Escolar Vítor Meireles, em sua cidade natal, mas não chegou a cursar o secundário devido a dificuldades financeiras.
Em 1915 tornou-se auxiliar de tipógrafo no jornal O Farol, de propriedade de seu tio. Mais tarde, em 1918, empregou-se como servente no Banco Nacional do Comércio, onde fez carreira até alcançar em 1926 o cargo de gerente da agência de Itajaí. Em 1935 foi convidado pelos empresários catarinenses Irineu Bornhausen e Oto Renaux para organizar e dirigir o Banco Indústria e Comércio de Santa Catarina, do qual veio a tornar-se presidente. Ampliou a atuação desse banco inclusive para fora do estado, havendo ainda incorporado o Banco Agrícola e Comercial de Blumenau.
Autodidata, estudou ciências jurídicas e diplomou-se em economia por concurso de títulos, além de ter realizado cursos de administração de empresa e de mercado de capitais.
Dirigiu a Finasa Paraná-Santa Catarina Financiamento, Crédito e Investimento, a Companhia Sul-Americana de Investimentos, Crédito e Financiamento e foi presidente da Companhia Catarinense de Cimento Portland Pátria, da Companhia Nacional de Seguros Gerais e da Rádio Difusora de Itajaí.
Iniciou sua carreira política em 1946, elegendo-se pela União Democrática Nacional (UDN) vereador à Câmara Municipal de Itajaí. Concluído seu mandato, retornou às atividades à frente do Banco Indústria e Comércio de Santa Catarina.
Com a extinção do pluripartidarismo e a instalação do regime bipartidário, determinadas pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965), filiou-se a Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instalado no país em abril de 1964. No pleito de novembro de 1966 elegeu-se deputado federal por Santa Catarina, tendo sido o candidato mais votado do estado. Assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte, tornando-se membro da Comissão Consultiva de Política Bancária. No pleito de novembro de 1970 elegeu-se suplente do senador por Santa Catarina Lenoir Vargas, mas, deixando a Câmara em janeiro de 1971, não chegou a ocupar uma cadeira no Senado. Ainda em 1970, tornou-se membro da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG).
Faleceu em Itajaí, no dia 7 de janeiro de 1977.
Era casado com Maria Consuelo Santos Lins, com quem teve três filhos.