LISBOA, Clementino de Almeida
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Clementino de Almeida Lisboa nasceu em Belém no dia 23 de janeiro de 1878, filho de Clementino José Lisboa e de Luísa Amazonas de Almeida Lisboa. Seu avô paterno foi o conselheiro João Caetano Lisboa. Seu tio do lado paterno, João Francisco Lisboa, foi um dos inovadores da historiografia brasileira, e seu tio pelo lado materno, Tito Franco de Almeida, foi jurisconsulto e estadista do Império.
Fez os primeiros estudos no Colégio Americano, em sua cidade natal, seguindo depois para a Europa, onde cursou humanidades em Lisboa e Paris. De volta ao Brasil, bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Recife em 1900, obtendo prêmio de viagem por distinção.
Iniciou-se na política atuando na campanha da Reação Republicana, movimento que promoveu, entre 1921 e 1922, a candidatura de Nilo Peçanha à presidência da República em oposição à de Artur Bernardes, afinal eleito em março deste último ano. Em 1926 concorreu à Câmara dos Deputados pelo Pará como candidato avulso oposicionista, não conseguindo eleger-se.
Participou da campanha da Aliança Liberal, movimento político que em 1929 apoiou as candidaturas de Getúlio Vargas e de João Pessoa à presidência e à vice-presidência da República em oposição à chapa situacionista Júlio Prestes-Vital Soares. Embora vencidos no pleito de março de 1930, os aliancistas vieram a coordenar uma revolução que, deflagrada em 3 de outubro desse ano, depôs no dia 24 seguinte o presidente Washington Luís e instaurou novo regime no país. Clementino Lisboa tornou-se secretário da Fazenda do Pará e logo depois secretário-geral do estado no governo do interventor Joaquim Magalhães Cardoso Barata (1930-1935). Nesse cargo, ainda em 1930, substituiu interinamente por breve tempo o interventor federal. Assumiu também a presidência da comissão executiva do Partido Liberal (PL) no Pará.
Exonerou-se do cargo de secretário-geral em 1933 para candidatar-se à Assembleia Nacional Constituinte pelo Pará na legenda do PL, obtendo um mandato nas eleições de maio desse ano. Assumindo sua cadeira em novembro seguinte, foi escolhido terceiro-secretário da Assembleia e participou da Comissão de Polícia, que apresentou parecer no sentido de abreviar os trabalhos da Constituinte, amplamente aprovados em plenário em março de 1934. Com a promulgação da nova Carta (16/7/1934), teve seu mandato prorrogado até maio do ano seguinte, quando se iniciaria nova legislatura ordinária. No pleito de outubro de 1934 reelegeu-se deputado federal pelo Pará na legenda do PL, exercendo o mandato até 10 de novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo suprimiu os órgãos legislativos do país.
Foi diretor do Banco da Amazônia em 1949 e tornou-se membro do Instituto dos Advogados e do Instituto Histórico e Geográfico do Pará. Presidiu também o Banco Comercial e Associação Comercial do Pará.
Faleceu no Rio de Janeiro no dia 7 de março de 1957.
Era casado com Dora Chermont Lisboa, com quem teve dois filhos, um dos quais o embaixador Frederico de Chermont Lisboa.