MACHADO, Otoniel
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Otoniel Machado Carneiro nasceu em Goiânia no dia 17 de fevereiro de 1939, filho do agricultor Filostro Machado Carneiro e da dona-de-casa Genoveva Resende Machado. Íris Resende, seu irmão, foi governador de Goiás (1982-1986 e 1991-1994), ministro da Agricultura (1986-1990), senador (1995-1997) e ministro da Justiça (1997 e 1998).
Otoniel Machado formou-se em medicina pela Universidade Federal de Goiás, em 1965. Neste mesmo ano tornou-se proprietário do Hospital Samaritano, em Goiânia.
Agropecuarista, filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), exerceu o mandato de senador entre maio de 1997 e março de 1998, em virtude do afastamento de seu irmão, titular da vaga, que assumiu o Ministério da Justiça.
Em março de 1999, Otoniel Machado foi acusado de envolvimento no desvio de R$ 5 milhões da extinta Caixa Econômica do Estado de Goiás (Caixego). Em 1990, a Caixego foi liquidada extrajudicialmente pelo governo Fernando Collor (1990-1992), e por se considerarem prejudicados, 124 ex-funcionários foram à justiça cobrar seus direitos trabalhistas. Em 1998, ganharam o direito de receber R$ 14 milhões de indenização, mas depois de um acordo, concordaram em dividir o valor de R$ 5 milhões. Apesar do acordo, cinco dias antes do segundo turno das eleições para o governo de Goiás, na qual o senador Íris Rezende foi candidato, R$ 10 milhões teriam sidosacados dos cofres da Caixego. O desvio tornou-se público e, conforme denúncia do Ministério Público, o dinheiro teria sido aplicado na campanha eleitoral de Íris Rezende ao governo goiano. Dos R$ 10 milhões saídos dos cofres públicos, os ex-funcionários da Caixego teriam recebido R$ 2,5 milhões, cada, conforme o acordo, enquanto os outros R$5 milhões teriam sido entregues diretamente a Otoniel Machado, então coordenador da campanha eleitoral do PMDB, e outros R$ 2,5 milhões, teriam sido repartidos entre os advogados da causa. Foram denunciadas na ação penal 14 pessoas supostamente envolvidas no esquema, dentre as quais Otoniel Machado. Acusado por peculato, recebeu ordem de prisão, mas não foi preso porque teve uma crise de hipertensão ao receber a notícia. Respondeu ao processo em liberdade e, em julho de 2006, foi absolvido por absoluta falta de provas, que comprovassem o seu envolvimento.
Casou-se com Celi Carneiro Canedo, membro de uma das mais tradicionais famílias do estado, com quem teve três filhos.