ARANHA, Fábio Camargo
| Tipo | Biográfico |
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| Cargos |
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Fábio Correia de Camargo Aranha nasceu em Rio Claro (SP) em 1889, filho de José Correia de Camargo Aranha e Olívia Meira de Camargo Aranha, tradicional família paulista.
Formou-se na Faculdade de Direito do largo de São Francisco, em 1915.
No final da década de 1920, filiou-se ao Partido Democrático (PD) de São Paulo, que apoiou a candidatura de Getúlio Vargas à presidência da República nas eleições de março de 1930. Em janeiro desse ano, ainda durante a campanha eleitoral, participou da comitiva que recepcionou o candidato da Aliança Liberal em sua passagem por São Paulo.
Vitoriosa a Revolução de 1930 e instalado o Governo Provisório de Getúlio Vargas, Fábio Aranha foi eleito membro do diretório do PD durante o VII Congresso do partido, realizado em fevereiro de 1931. Por essa época já era grave o desentendimento entre o PD - frustrado em suas aspirações ao governo estadual - e o interventor federal João Alberto Lins de Barros. O conflito se radicalizou no dia 6 de abril, quando o partido lançou um manifesto rompendo com o interventor e pedindo a todos os seus membros que se demitissem dos cargos que ocupavam na administração estadual. Assinado entre outros por Fábio Aranha, o documento fora preparado no dia 24 de março, mas tivera sua publicação sustada a pedido de Vargas.
A substituição de João Alberto em julho de 1931 por Laudo Camargo não trouxe a pacificação a São Paulo, uma vez que os negócios do estado permaneceram sob o controle do governo federal. Já sob o governo de Manuel Rabelo, em 13 de janeiro de 1932 o PD lançou um manifesto rompendo definitivamente com Vargas e conclamando a população a lutar pela reconstitucionalização do país e o direito dos estados de escolherem seus governantes. Fábio Aranha foi um dos signatários desse novo documento e um dos articuladores da aproximação do PD com o Partido Republicano Paulista (PRP). Esses contatos resultaram na formação em 16 de fevereiro da Frente Única Paulista (FUP), cujo manifesto de lançamento foi também assinado por Fábio Aranha.
O confronto decisivo entre as forças paulistas e o governo federal se desencadeou em 9 de julho de 1932, com o início da Revolução Constitucionalista. Os revoltosos foram derrotados em outubro, mas a tese da reconstitucionalização prevaleceu, sendo convocadas no ano seguinte as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte.
Nomeado interventor em São Paulo em agosto de 1933, Armando de Sales Oliveira fundou em fevereiro do ano seguinte o Partido Constitucionalista de São Paulo, continuador do PD. Após a promulgação da Constituição em julho, Fábio Aranha elegeu-se no pleito de outubro de 1934 suplente de deputado federal por São Paulo na legenda do Partido Constitucionalista. Assumiu o mandato no início da legislatura, em maio de 1935, e posteriormente, em 1937, aderiu à União Democrática Brasileira, coligação formada em âmbito nacional para apoiar a candidatura de Armando Sales à presidência nas eleições previstas para 1938. Exerceu o mandato até 10 de novembro de 1937, quando o golpe do Estado Novo suprimiu os órgãos legislativos do país.
Afastado da vida pública desde então, dedicou-se à advocacia e ao estudo da vida e obra de Álvares de Azevedo.
Faleceu em São Paulo em 1958.
Era casado com Mercedes Guimarães de Camargo Aranha, com quem teve dois filhos.