MACIEL, Ciro Aguiar
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Ciro Aguiar Maciel nasceu em Guaraciaba (MG), então distrito de Piranga, no dia 2 de setembro de 1919, filho do fazendeiro e político Amantino Ferreira Maciel e de Regina de Aguiar Maciel. Seu pai foi prefeito de Piranga e seu primo, o escritor Pedro Maciel Vidigal, foi deputado federal por Minas Gerais de 1959 a 1971.
Ciro Aguiar Maciel estudou humanidades no Seminário de Mariana (MG) e cursou o secundário no Ginásio Dom Helvécio, em Ponte Nova (MG). Bacharelou-se, em 1946, pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Durante o período universitário, fez parte do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira (CACO), foi diretor da revista A Época e participou da campanha pela redemocratização do país e pelo fim do Estado Novo (1937-1945). Além disso, de 1944 a 1945 trabalhou na Delegacia da Secretaria de Finanças do Estado de Minas Gerais no Rio de Janeiro.
Depois de formado, retornou a seu estado natal e prestou concurso para promotor de Justiça, sendo aprovado em primeiro lugar. Em seguida, foi nomeado para a Comarca de Cabo Verde, mas renunciou ao cargo para advogar em Piranga, atividade que exerceu até candidatar-se a deputado estadual no pleito de outubro de 1950 pela legenda do Partido Republicano (PR). Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, foi secretário da mesa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, presidente da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça, vice-presidente da Comissão de Redação e da Comissão para Reforma da Lei de Organização Judiciária e membro de várias outras comissões. Reeleito em 1954, tornou-se líder da bancada do PR e titular da Comissão Finanças, Orçamento e Tomada de Contas da Assembleia. Reconduzido a um novo mandato em outubro de 1958, em março seguinte licenciou-se do Legislativo mineiro para assumir, no governo de José Francisco Bias Fortes (1956-1961), o cargo de secretário de Educação de Minas Gerais, em cujo exercício permaneceu até janeiro de 1961, quando se encerrou aquela gestão e retornou à Assembleia, passando então a presidir a Comissão de Educação e Cultura.
Nas eleições de outubro de 1962, candidatou-se à Câmara Federal pelo estado de Minas pela legenda do PR, obtendo apenas uma suplência. No governo de José de Magalhães Pinto (1961-1966), ocupou a vice-presidência da Caixa Econômica do Estado de Minas Gerais. Exerceu o mandato de deputado federal de agosto de 1965 a janeiro de 1966, deixando a Câmara já filiado à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964 e que foi criado após a edição do Ato Institucional nº 2 (27/10/1965), que extinguiu os partidos e instituiu o bipartidarismo. Durante sua militância no PR, foi vice-presidente da seção mineira do partido.
No pleito de novembro de 1966, elegeu-se deputado estadual em Minas pela legenda da Arena, iniciando o mandato em fevereiro de 1967. Nesta legislatura, foi vice-líder da bancada arenista e membro da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa. Em novembro de 1970, candidatou-se à reeleição pela legenda do mesmo partido, obtendo apenas uma suplência. Encerrando seu mandato em janeiro de 1971, retornou à Assembleia em maio de 1973, substituindo o deputado arenista Expedito de Faria Tavares, que se afastou para exercer as funções de secretário do Interior e Justiça de Minas Gerais. Neste novo mandato, exerceu a vice-liderança do governo de Rondon Pacheco (1971-1975) e novamente a de seu partido. Eleito deputado estadual em novembro de 1974, presidiu a Comissão de Assuntos Municipais e Planejamentos Regionais e integrou a Comissão de Finanças, Orçamento e Tomada de Contas.
Em novembro de 1978, conquistou mais um mandato de deputado estadual pela Arena de Minas. Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação que deu continuidade à linha de atuação arenista, aglutinando-lhe os antigos membros. Em sua passagem pela extinta Arena, ocupou o cargo de primeiro-secretário do partido em Minas. Durante a legislatura 1979-1983, foi membro da Comissão de Educação e Cultura e da comissão criada para organizar as festividades do sesquicentenário da Assembleia mineira. Em novembro de 1982, elegeu-se mais uma vez deputado estadual, dessa vez pelo PDS, iniciando o exercício do novo mandato no começo de 1983. Deixou a Assembleia Legislativa de Minas Gerais no início de 1987, não tendo disputado a reeleição no pleito de novembro de 1986.
Ainda como deputado estadual, representou o Legislativo de seu estado no ato de fundação, em São Paulo, da União Parlamentar Interestadual, tendo sido o relator do projeto de estatuto da entidade e tornando-se membro do Conselho Diretor do órgão.
Apesar de não concorrer a nenhum mandato eletivo, Ciro Maciel continuou mantendo filiação partidária. Em 1993, ingressou no Partido Progressista Reformador (PPR), agremiação fundada em abril daquele ano, a partir da fusão do Partido Democrático Social (PDS) e o Partido Democrata Cristão (PDC). Dois anos depois, passou a integrar o Partido Progressista Brasileiro (PPB), criado em agosto, resultado da fusão do PPR com o Partido Progressista (PP).
No PDS, foi segundo-vice-presidente do partido em seu estado.
Casou-se com Íris Carvalho Maciel.