MACULAN, Nélson

Nélson Maculan nasceu em Santana de Parnaíba (SP) no dia 30 de agosto de 1915, filho de Anselmo Maculan e de Ada Maculan.

Em 1923 transferiu-se com os pais para Vitória, onde frequentou a escola primária e fez o curso secundário no Ginásio Espírito Santo. Mudou-se depois para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e aí, de 1935 a 1937, dedicou-se ao comércio. Fixou-se a seguir em Londrina (PR), trabalhando como chofer no transporte de café e de madeira. Instalou nessa cidade uma agência de representação de veículos e máquinas agrícolas, passando posteriormente a dedicar-se à cafeicultura.

Em 1954 elegeu-se vereador no município de Londrina na legenda da União Democrática Nacional (UDN), assumindo o mandato em janeiro de 1955. Em 1958, no governo Juscelino Kubitschek (1956-1961), liderou os cafeicultores do Paraná no movimento de contestação à política cambial imposta à lavoura, que se configurou na chamada Marcha da Produção. No pleito de outubro desse ano elegeu-se suplente de senador pelo Paraná na chapa encabeçada por Abilon de Sousa, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Encerrou o mandato na Câmara de Londrina em janeiro de 1959 e, com a morte do titular, ocupou uma cadeira no Senado em fevereiro de 1960. No ano seguinte, representou essa casa na 45ª Reunião Anual da Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência filiada ao sistema das Nações Unidas com sede em Genebra, na Suíça. Tornou-se vice-líder de seu partido no Senado em 1962.

Em 1963, no governo de João Goulart, licenciou-se de suas funções parlamentares para assumir em setembro a presidência do Instituto Brasileiro do Café (IBC) em substituição a Sérgio Armando Frazão. Ocupou o cargo até abril de 1964, quando, com a vitória do movimento político-militar que depôs o presidente João Goulart, foi substituído por Júlio Sousa Avelar. Enquanto presidente do IBC, representou o governo brasileiro por ocasião da implantação do escritório e do entreposto de café em Trieste, na Itália, chefiando a delegação brasileira no encontro da Organização Internacional do Café, em Londres. Após deixar o IBC, retornou ao Senado.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27 /10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). No pleito de novembro de 1966, tentou reeleger-se senador nessa legenda, mas foi derrotado pelo candidato da Aliança Renovadora Nacional (Arena), Ney Braga. Concluindo o mandato em janeiro de 1967, não mais retornou ao Senado.

No pleito de novembro de 1974 elegeu-se deputado federal por seu estado na legenda do MDB. Assumindo sua cadeira em fevereiro do ano seguinte, foi membro efetivo da Comissão de Agricultura e Política Rural e suplente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados. Encerrou o mandato em janeiro de 1979. Afastou-se da atividade política e retornou à iniciativa privada, atuando no ramo de exportação de café, e prestando consultoria a diversas firmas no Rio de Janeiro.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 5 de novembro de 2003.

Foi casado com Eda Góis Maculan, com quem teve três filhos. Um deles, Nélson Maculan Filho, foi reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro entre 1990 e 1994, professor de matemática da computação na COPPE/UFPR e secretário de educação do Rio de Janeiro no governo de Sérgio Cabral (2003-).